O número de pessoas que não podem retornar para suas casas subiu nesta segunda-feira para 12.800 em várias localidades da ilha de Flores, informou à AFP Berton Suar Pelita Panjaitan, porta-voz da agência nacional de desastres da Indonésia, BNPB.
O terremoto ocorreu às 4h58, no horário local, no sábado (15), a uma profundidade de 15 quilômetros, de acordo com a Agência Indonésia de Meteorologia, Climatologia e Geofísica (BMKG). O tremor foi seguido por centenas de réplicas, próximas de mil segundo os dados divulgados pelas autoridades, e provocou deslizamentos de terra e o colapso de edifícios.
Maumere, cidade portuária no norte de Flores, foi uma das áreas mais atingidas. Equipes de resgate encontraram 20 corpos na cidade, além de seis feridos e duas pessoas inicialmente presas sob os escombros. O acesso permanece difícil em outras regiões, incluindo Nagekeo, devido aos deslizamentos de terra e às interrupções nas comunicações, dificultando as operações de busca e salvamento.
Réplicas e deslizamentos dificultam socorro
As equipes de emergência concentram os esforços na remoção dos escombros e na busca por possíveis sobreviventes. A ocorrência de novas réplicas e os deslizamentos continuaram prejudicando as operações, embora o fornecimento de eletricidade tenha sido restabelecido na maior parte da ilha.
O terremoto também foi sentido nas províncias de Nusa Tenggara Oriental e Ocidental, incluindo Lombok, além de partes de Sulawesi. Ondas inferiores a um metro foram registradas em algumas áreas costeiras, mas os alertas de tsunami posteriormente foram suspensos.
A Indonésia está localizada no chamado Cinturão de Fogo do Pacífico, uma região de intensa atividade sísmica e vulcânica associada ao encontro de diferentes placas tectônicas. O terremoto de Flores é apontado pelas autoridades como o mais mortal registrado no país desde o terremoto de 2022 em Java Ocidental.
Com agências