Índia detém milhares e tenta barrar protesto contra chefe da comissão eleitoral

10 out 2026 - 15h46
Resumo
A polícia da Índia deteve mais de 2.000 pessoas em Délhi e cerca de 400 em Mumbai para conter protestos liderados pelo movimento juvenil Cockroach. A mobilização exigia a renúncia do chefe da Comissão Eleitoral, Gyanesh Kumar, acusado de favorecer o partido do premiê Narendra Modi em revisões eleitorais. Para barrar os atos, autoridades fecharam estações de metrô, cortaram a internet móvel e detiveram líderes do grupo e jornalistas, gerando fortes críticas sobre violações de direitos.

A polícia deteve mais de ‌2.000 manifestantes e o fundador do movimento juvenil "Cockroach" em Délhi no sábado, enquanto as forças de segurança isolavam partes da capital para impedir uma manifestação que exigia a renúncia do chefe eleitoral da Índia.

Milhares de policiais e membros de forças paramilitares foram mobilizados ⁠por toda a cidade, os serviços de internet móvel foram suspensos ‌no distrito comercial central e dezenas de estações de metrô e mercados foram fechados, enquanto as autoridades agiam para impedir uma ‌manifestação organizada pelo movimento Cockroach.

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O protesto tinha ‌como alvo o presidente da Comissão Eleitoral, Gyanesh Kumar, ⁠devido a uma revisão das listas eleitorais que, segundo os críticos, beneficia desproporcionalmente o Partido Bharatiya Janata (BJP), do primeiro-ministro Narendra Modi, atualmente no poder.

O movimento havia planejado reunir milhares de pessoas em Jantar Mantar, no centro de Délhi, mas a área foi isolada pelas ‌forças de segurança antes do início da manifestação.

Um funcionário do Ministério ‌do Interior, que falou ⁠sob condição de ⁠anonimato, disse à Reuters que mais de 2.000 pessoas foram detidas em Délhi. ⁠A mídia local informou que ‌cerca de 400 manifestantes ‌foram detidos no centro financeiro da Índia, em Mumbai.

Não houve comentário imediato da polícia sobre as detenções.

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Pequenos protestos eclodiram em outros pontos de Délhi, inclusive em um popular mercado de ⁠artesanato e no memorial ao líder do movimento pela liberdade, Mahatma Gandhi, com manifestantes exigindo a renúncia de Kumar.

"Viva a revolução", gritavam alguns jovens manifestantes enquanto a polícia os perseguia e arrastava dezenas de outros para dentro ‌de ônibus para levá-los embora, mesmo com a chegada de mais pessoas, relatou uma testemunha da Reuters.

"Isso está violando os direitos do ⁠povo e o país não vai mais tolerar isso", disse Yogendra Solanki à Reuters enquanto a polícia o escoltava para longe.

A polícia deteve o fundador do partido Cockroach Janta, Abhijeet Dipke, e os líderes seniores Saurav Das e Ashutosh Ranka quando o voo deles, proveniente de Mumbai, pousou em Délhi, informou o grupo em comunicado.

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Representantes de dois veículos de notícias digitais afirmaram que a polícia deteve brevemente quatro de seus repórteres enquanto cobriam as manifestações. Um jornalista da Reuters também foi detido por um breve período antes de ser liberado.

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