O Corpo de Guardas da Revolução Islâmica, principal braço das Forças Armadas do Irã, afirmou ter atacado neste domingo (1º) o porta-aviões americano USS Abraham Lincoln, que está estacionado no Golfo Pérsico, com quatro mísseis balísticos.
A ação foi uma represália pelos bombardeios dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, que culminaram na morte do guia supremo Ali Khamenei, que controlava o país desde 1989.
"O porta-aviões Abraham Lincoln foi atingido por quatro mísseis balísticos", afirmou a Guarda Revolucionária em uma declaração divulgada pela imprensa local.
"A terra e o mar se tornarão cada vez mais o cemitério dos agressores terroristas", acrescentou. Esse grupo é o braço ideológico das Forças Armadas iranianas e o responsável por proteger o regime teocrático instaurado pela Revolução Islâmica de 1979.
Khamenei era o comandante-em-chefe da Guarda Revolucionária, que prometeu uma "punição severa, decisiva e dolorosa" contra os "assassinos" do guia supremo. "A operação ofensiva mais feroz da história das forças armadas da República Islâmica do Irã começará a qualquer momento", disse a Guarda Revolucionária Islâmica após a morte do aiatolá.
Os Estados Unidos ainda não comentaram a notícia do ataque ao porta-aviões USS Abraham Lincoln.