Gabinete de segurança israelense discute possível cessar-fogo no Líbano, diz autoridade sênior

15 abr 2026 - 17h58

O gabinete de segurança de Israel se reuniu nesta quarta-feira para discutir um possível cessar-fogo no Líbano, disse uma autoridade israelense sênior, em meio à guerra contra o Hezbollah, um desdobramento do conflito dos EUA e Israel contra o Irã.

O presidente dos EUA, Donald Trump, ⁠disse anteriormente que a guerra contra o Irã poderia terminar em breve, ‌dizendo ao mundo para ficar atento a "dois dias incríveis".

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O governo do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, estava sob forte pressão de Washington para ‌chegar a um cessar-fogo no Líbano, disse ‌outra autoridade israelense sênior.

No entanto, enquanto o gabinete de ⁠segurança se reunia, Netanyahu divulgou uma declaração em vídeo na qual dizia que os militares israelenses continuavam a atacar o Hezbollah e estavam prestes a "tomar" a cidade de Bint Jbeil, no sul do Líbano.

Combatentes do Hezbollah estão escondidos em Bint Jbeil, um reduto do grupo e uma ‌porta de entrada para os vilarejos vizinhos.

Netanyahu disse que havia instruído os ‌militares a continuar reforçando ⁠a zona de ⁠segurança no sul do Líbano e, ao mesmo tempo, negociar um acordo de ⁠paz com o Líbano.

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Israel e ‌Líbano realizaram raras conversas entre ‌embaixadores em Washington na terça-feira.

"Essas negociações não ocorrem há mais de 40 anos. Elas estão acontecendo agora porque somos muito fortes, e os países estão vindo até nós -- não apenas o ⁠Líbano", disse Netanyahu.

ISRAEL ESTABELECE ZONA PROIBIDA PARA O HEZBOLLAH

A ofensiva de Israel no Líbano começou em 2 de março, depois que o Hezbollah, apoiado pelo Irã, abriu fogo contra Israel em apoio a Teerã, reacendendo a guerra entre os inimigos apenas ‌15 meses após o último grande conflito.

A guerra matou mais de 2.000 pessoas no Líbano e forçou 1,2 milhão a deixar suas casas, ⁠segundo as autoridades libanesas.

Os militares israelenses enviaram tropas para o sul do Líbano, onde prometeram estabelecer uma zona de proteção e manter o controle sobre o território até o rio Litani, que se encontra com o Mediterrâneo a cerca de 30 km ao norte da fronteira de Israel.

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"Eu instruí que toda a área do sul do Líbano até o rio Litani se torne uma zona proibida para os agentes do Hezbollah", disse o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas de Israel, Eyal Zamir, durante uma visita ao sul do Líbano.

Os ataques do Hezbollah mataram dois civis israelenses, enquanto 13 soldados morreram no Líbano desde 2 de março, segundo Israel.

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