Furacão Lala atinge o Havaí com chuvas intensas e ventos de 120 km/h

Fenômeno de categoria 1 deixa mais de 20 mil pessoas sem energia; autoridades alertam para inundações, deslizamentos e ondas perigosas

16 ago 2026 - 07h32

O furacão Lala se aproximou da costa sul da Ilha Grande do Havaí neste sábado, 15, provocando chuvas intensas e fortes rajadas de vento no arquipélago americano. Mais de 20 mil pessoas ficaram sem energia elétrica durante a tarde.

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Lala alcançou a categoria 1 por volta das 9 horas, no horário local, com ventos de até 120 km/h. Segundo o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC, na sigla em inglês), ventos potencialmente destrutivos devem continuar atingindo a Ilha Grande durante a noite.

O órgão também alertou para o risco de chuvas torrenciais, inundações e deslizamentos de terra, sobretudo em áreas de relevo íngreme. A previsão inclui ondas grandes e perigosas em diferentes pontos do Havaí ao longo do fim de semana.

O furacão avançava em direção ao noroeste, mas ainda poderia apresentar movimentos irregulares devido à interação com a Ilha Grande. A expectativa é de que o sistema faça uma curva para oeste neste domingo, 16, e ganhe velocidade, mantendo seu núcleo ao sul das demais ilhas principais do arquipélago no início da semana.

A Ilha Grande, conhecida pelo turismo e pela prática de surfe, tem cerca de 210 mil habitantes e é a segunda mais populosa do Havaí, atrás de Oahu, onde vivem mais de 1 milhão de pessoas.

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O governador Josh Green declarou estado de emergência na quinta-feira, 13. Em comunicado, afirmou que Lala representa uma ameaça grave, especialmente para a Ilha Grande, e que a medida busca garantir a disponibilidade dos recursos necessários para enfrentar os impactos do fenômeno.

A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês) prevê acumulados de chuva superiores a 60 centímetros na Ilha Grande, além de maré de tempestade e ondas perigosas.

A passagem do furacão ocorre em meio à formação de um El Niño de forte intensidade na região central do Oceano Pacífico equatorial. Segundo a NOAA, há 69% de probabilidade de que o fenômeno atinja, entre outubro e dezembro, intensidade superior à de todos os episódios registrados desde 1950.

Cientistas afirmam que as mudanças climáticas, impulsionadas pela queima de combustíveis fósseis, contribuem para aumentar a frequência e a intensidade de eventos meteorológicos extremos./com AFP

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