Moscou e Kiev voltam a trocar ataques em nova escalada do conflito

Rússia e Ucrânia voltaram a se atacar durante a noite de sábado (15) para domingo (16), em uma nova escalada do conflito. Moscou foi alvo de cerca de 600 drones em uma das maiores ofensivas contra a capital russa desde o início da guerra, enquanto Kiev sofreu uma nova série de ataques com mísseis e drones. Pelo menos seis pessoas morreram nos dois países.

16 ago 2026 - 04h40

Três mortes foram registradas na região russa de Rostov (sudoeste) e outras três na Ucrânia: duas na região de Zaporíjia (sul) e uma em Kryvyi Rih (centro), cidade natal do presidente Volodymyr Zelensky. 

Esta fotografia mostra um mercado de livros tomado pelas chamas após um ataque russo em Kiev, em 16 de agosto de 2026, em meio à invasão russa da Ucrânia.
Esta fotografia mostra um mercado de livros tomado pelas chamas após um ataque russo em Kiev, em 16 de agosto de 2026, em meio à invasão russa da Ucrânia.
Foto: AFP - STRINGER / RFI

Dos 600 drones identificados lançados contra Moscou, 201 foram abatidos na região que circunda diretamente a capital. Desde o início da ofensiva em fevereiro de 2022, Moscou, a várias centenas de quilômetros da linha de frente, foi menos atingida do que as regiões próximas à fronteira com a Ucrânia. Nos últimos meses, porém, passou a ser alvo de ataques cada vez mais frequentes, à medida que o exército de Kiev intensifica seus ataques de longo alcance contra o território russo. 

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Na Ucrânia, a noite foi marcada por um novo ataque com mísseis balísticos contra Kiev, segundo o prefeito Vitali Klitschko. Foram ouvidas explosões pouco antes das 3h, no horário local, quando um alerta aéreo foi acionado na capital, segundo a AFP. A administração militar de Kiev registrou três feridos, incluindo uma criança. Segundo o prefeito, os ataques também provocaram incêndios em pelo menos dois bairros da capital ucraniana. 

Escalada dos ataques na guerra Rússia-Ucrânia

Nos últimos meses, os ataques têm se intensificado em ambos os lados da linha de frente, quatro anos e meio após a invasão russa em grande escala da Ucrânia, no que se tornou o conflito mais sangrento da Europa desde a Segunda Guerra Mundial.

De acordo com um relatório da Missão de Monitoramento dos Direitos Humanos das Nações Unidas na Ucrânia (HRMMU), o mês passado foi o mais mortal para os civis na Ucrânia desde maio de 2022, com 437 mortos e 2.610 feridos. A capital ucraniana, em particular, pagou um preço alto, com pelo menos 54 mortos e 202 feridos.

As forças russas lançaram repetidamente bombardeios massivos contra Kiev, utilizando mísseis balísticos e de cruzeiro. No início de agosto, uma série de bombardeios causou pelo menos 17 mortes na capital e em seus arredores, sem que a Ucrânia, que enfrenta uma escassez de interceptores, conseguisse derrubar um único míssil russo. 

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Além disso, nas últimas semanas, Romênia, Polônia e outras regiões de fronteira com a Ucrânia e a Rússia, como a Letônia, também vêm registrando repetidas violações de seus espaços aéreos.

Neste domingo, segundo a agência Reuters, um caça F-18 espanhol, destacado na Romênia no âmbito da missão de patrulhamento aéreo da Otan, abateu um drone que entrou em território romeno vindo da Moldávia, anunciou o Ministério da Defesa romeno. 

Com agências

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