Irã prometeu retaliação pesada contra Israel após ataque aéreo em Teerã que matou líderes importantes; Israel justificou a ação por riscos nucleares, enquanto EUA negaram envolvimento.
O porta-voz do exército iraniano, Abolfazl Shekarchi, prometeu uma ‘resposta pesada’ a Israel após ataques aéreos contra Teerã na madrugada de sexta-feira, 13, (horário local), noite de quinta, 12 (horário de Brasília).
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De acordo com a agência IRNA, o oficial também acusou os Estados Unidos de participação nos ataques. A Casa Branca, porém, afirmou que o bombardeio isralense foi 'unilateral'.
"Nesta noite, Israel agiu unilateralmente contra o Irã. Nós não estamos envolvidos nos ataques contra o Irã e nossa prioridade máxima é proteger as forças americanas na região. Permitam-se ser claro: o Irã não deve atacar ativos ou pessoas ligadas aos Estados Unidos", declarou Marco Rubio, secretário de Estado dos Estados Unidos.
Israel também se antecipou a possíveis retaliações, declarou estado de emergência e fechou o espaço aéreo do país. Ainda nas redes sociais, Benjamin Netanyahu justificou o ataque.
“Esta operação continuará pelos dias que forem necessários para eliminar esta ameaça”, disse o Primeiro-ministro de Israel.
Logo após o ataque, a Força Aérea de Israel assumiu a responsabilidade e afirmou que a ação mirou alvos militares e nucleares no Irã.
“Hoje, o Irã está mais perto do que nunca de obter uma arma nuclear. Armas de destruição em massa nas mãos do regime iraniano são uma ameaça existencial ao Estado de Israel e ao mundo em geral”, diz trecho do comunicado.
O comandante da Guarda Revolucionária, Hossein Salami, morreu no ataque. Mohammad Mehdi Tehranchi, presidente da Universidade Azad e professor de física, e Fereydoun Abbasi, ex-chefe da Organização de Energia Atômica, também estão entre as vítimas.