Exames apontam álcool e droga em condutor após acidente que matou brasileira em Veneza

Gabriella Querino e seu esposo, Sean Michieli, foram atingidos por embarcação em canal

19 set 2026 - 16h10
(atualizado às 16h27)
Resumo
Exames apontaram traços de álcool e drogas no condutor do táxi aquático que colidiu com o barco da brasileira Gabriella Querino e do italiano Sean Michieli, que morreram no acidente em Veneza. A lei italiana veta qualquer nível dessas substâncias para a função, embora novas análises ainda devam confirmar as taxas exatas. O caso é apurado como homicídio náutico e naufrágio culposo, e a Promotoria local pediu apoio internacional para ouvir dois turistas americanos que testemunharam a colisão.

Exames solicitados pela Promotoria de Veneza teriam identificado vestígios de álcool e entorpecentes no organismo do condutor do táxi aquático envolvido no acidente que matou a brasileira Gabriella Querino Elorriaga e o italiano Sean Michieli em um canal da cidade.

Brasileira e italiano estavam casados havia apenas três meses
Brasileira e italiano estavam casados havia apenas três meses
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

As informações foram divulgadas neste sábado (19) pelo jornal "Corriere del Veneto".

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Segundo os primeiros resultados, as substâncias teriam sido encontradas em níveis baixos no sangue e na urina do homem, cuja identidade não foi revelada.

Novos exames clínicos, no entanto, deverão ser realizados para confirmar os achados e determinar com precisão as concentrações presentes no organismo do condutor.

A legislação italiana proíbe que profissionais responsáveis pelo transporte de passageiros conduzam embarcações sob qualquer presença de álcool ou drogas no organismo.

A brasileira e o italiano estavam casados havia apenas três meses e viviam em Burano, famosa ilha de pescadores na Lagoa de Veneza conhecida por suas construções coloridas. Eles teriam saído para pescar por volta das 5h da manhã do último dia 12, quando a embarcação do casal colidiu com um táxi aquático que transportava dois turistas americanos.

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Michieli, de 25 anos, chegou a ser socorrido, mas acabou falecendo no hospital no último domingo (13) devido a um traumatismo craniano. Já o corpo de Querino, de 26 anos, só foi localizado na Lagoa de Veneza na manhã de terça-feira (15).

O caso é investigado pela Promotoria de Veneza sob as acusações de homicídio náutico e naufrágio culposo. A promotora Daniela Moroni, responsável pela investigação, marcou para 24 de setembro a nomeação dos peritos que deverão analisar e reconstruir a dinâmica do acidente.

As autoridades também solicitaram assistência jurídica internacional para ouvir, na condição de testemunhas, os dois passageiros que estavam a bordo do táxi aquático no momento da colisão. Trata-se de um casal norte-americano que seguia para o Aeroporto de Tessera, de onde retornaria aos Estados Unidos.

Paralelamente às investigações, o proprietário do táxi aquático solicitou ao Departamento de Mobilidade da Prefeitura de Veneza a transferência da licença de transporte.

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A medida poderá ter implicações em eventuais procedimentos de indenização às famílias das vítimas. A questão deverá ser analisada no decorrer das investigações e de possíveis processos relacionados às responsabilidades pelo acidente. 

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