Professora e aposentado presos por espionagem no Irã são libertados e voltam à França após 3 anos e meio

Após três anos e meio detidos no Irã, os franceses Cécile Kohler e Jacques Paris foram libertados e estão a caminho da França. Condenados por espionagem em 2025 e inicialmente mantidos presos, depois em prisão domiciliar na embaixada francesa em Teerã, eles partiram sob escolta diplomática para o Azerbaijão. O presidente francês Emmanuel Macron e o ministro Jean-Noël Barrot celebraram a liberação, destacando o esforço das autoridades francesas e a mediação de Omã.

7 abr 2026 - 14h18

Cécile Kohler, 41 anos, e Jacques Paris, 72 anos, deixaram o país e seguem a caminho da França. Ambos haviam sido inicialmente condenados po9r espionagem a favor de Israel - Kohler a 20 anos e Paris a 17 anos de prisão, em outubro de 2025 - mas foram libertados em novembro de 2025, permanecendo na embaixada da França em Teerã até esta terça-feira (7).

Jacques Paris e Cécile Kohler passaram três anos na prisão de Evin, no Irã, acusados de espionagem. Suas famílias afirmam que eles estavam sendo mantidos em condições desumanas.
Jacques Paris e Cécile Kohler passaram três anos na prisão de Evin, no Irã, acusados de espionagem. Suas famílias afirmam que eles estavam sendo mantidos em condições desumanas.
Foto: AFP - HANDOUT / RFI

Segundo a diplomacia francesa, ambos deixaram o Irã "ao nascer do sol", ao lado do embaixador da França e sob escolta diplomática, em direção ao Azerbaijão, de onde será organizado o retorno definitivo à França.

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"Alívio"

O presidente Emmanuel Macron saudou o momento como "um alívio para todos, especialmente para suas famílias", agradecendo à mediação das autoridades omanenses e à mobilização das equipes francesas.

A liberação ocorre em contexto delicado, após a guerra iniciada no Irã em 28 de fevereiro, o que tornou as negociações diplomáticas ainda mais complexas. A classe política francesa celebrou unanimemente a notícia.

A presidente da Assembleia Nacional, Yaël Braun-Pivet, ressaltou a unidade do país na ação diplomática, enquanto Jean-Luc Mélenchon, líder da França Insubmissa (LFI), legenda da esquerda radical, saudou a operação que permitiu que os ex-detidos embarcassem rumo a Paris.

RFI com AFP

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