'Paris nunca será de extrema direita', diz Emmanuel Grégoire, eleito prefeito da capital francesa

Apontado pelas projeções como prefeito eleito de Paris neste domingo (22), o candidato socialista Emmanuel Grégoire afirmou que a capital francesa "não é, e nunca será, uma cidade de extrema direita", no seu primeiro discurso aos apoiadores após o encerramento da votação.

22 mar 2026 - 18h33
(atualizado às 18h51)

O candidato do Partido Socialista (PS) recebeu 53,1% dos votos, vencendo a conservadora Rachida Dati, do Republicanos (LR), que obteve 38%, e Sophia Chikirou, da França Insubmissa (LFI), que ficou com 8,9%.

Prefeito eleito de Paris neste domingo (22), o candidato socialista Emmanuel Grégoire afirmou que a capital francesa “nunca será de extrema direita”, no seu primeiro discurso aos apoiadores após o encerramento da votação.
Prefeito eleito de Paris neste domingo (22), o candidato socialista Emmanuel Grégoire afirmou que a capital francesa “nunca será de extrema direita”, no seu primeiro discurso aos apoiadores após o encerramento da votação.
Foto: AFP - GEOFFROY VAN DER HASSELT / RFI

"Hoje, Paris decidiu permanecer fiel à sua história (...) Esta é a vitória de uma certa ideia de Paris: uma Paris vibrante, progressista, para o povo, para todos. Paris não é, e nunca será, uma cidade de extrema direita", reiterou Emmanuel Grégoire.

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Após discursar, ele saiu em um tour de bicicleta pelas ruas da capital ao lado de seus apoiadores e simpatizantes. Grégoire substitui Anne Hidalgo, também de esquerda, que ocupa o cargo desde 2013 e fez da transformação ecológica de Paris uma de suas principais políticas.

No seu discurso, o novo prefeito também cumprimentou suas adversárias do segundo turno, Rachida Dati e Sophia Chikirou, e pregou a união do eleitorado na capital. Ele destacou a "rejeição intransigente ao racismo, ao antissemitismo, à violência de gênero, à manipulação e a esse grande retrocesso que a extrema direita representa, em Paris e em outros lugares".

"Não consegui convencer o suficiente"

Do outro lado, Rachida Dati fez um breve discurso lamentando o resultado nas urnas, o qual atribuiu à divisão da direita, além de fazer menção a "golpes baixos" que teria sofrido durante a campanha. No segundo turno, ela não contou com o apoio direto de Pierre-Yves Bournazel.

"Tivemos uma grande ambição para Paris, promovemos uma mudança profunda (...). Esse ímpeto não foi suficiente. Não consegui convencer suficientemente as pessoas de que a mudança era possível e necessária. Também sofri ataques abaixo da cintura, o que é inaceitável em uma democracia. O veneno da divisão produziu seus efeitos", lamenta Rachida Dati.

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