Esta foi a primeira reunião entre Lavrov e Rubio desde setembro de 2025, e ocorreu poucas horas após um encontro entre o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenski, e enviados americanos.
As negociações para pôr fim à guerra na Ucrânia permanecem bloqueadas. Moscou mantém suas exigências e continua a reivindicar que Kiev ceda territórios. Os Estados Unidos, por sua vez, buscam adotar um tom moderado em relação à Rússia, em guerra contra a Ucrânia desde fevereiro de 2022.
Marco Rubio e Serguei Lavrov participavam nos últimos dias das reuniões da Asean nas Filipinas. Ao discutir o conflito ucraniano com Rubio, o chanceler russo deixou claro que era "inadmissível continuar fornecendo armas ao regime de Kiev", afirmou o Ministério das Relações Exteriores da Rússia em comunicado.
O ministro russo também denunciou "a política desestabilizadora dos países europeus, que continuam tentando impor uma 'derrota estratégica' à Rússia". O secretário de Estado americano declarou ter tido "uma conversa franca" com Lavrov e se recusou a revelar detalhes do conteúdo do encontro.
Programa Purl
Questionado sobre as entregas de armas mencionadas por Moscou, Rubio respondeu que as armas são entregues através do programa Purl. Lançado no ano passado, ele permite que a Ucrânia receba equipamentos americanos financiados por países europeus.
O mecanismo possibilita, entre outras aquisições, a obtenção por Kiev de interceptadores Patriot, considerados essenciais para bloquear os mísseis balísticos russos. "Queremos um acordo de paz, queremos que esta guerra termine", reiterou Marco Rubio.
Embora Lavrov afirme que o Kremlin está pronto para uma solução diplomática do conflito, o presidente americano, Donald Trump, manifestou apoio à campanha ucraniana de ataques de longo alcance contra infraestruturas energéticas russas, afirmando que isso poderia "contribuir para o fim da guerra".
Mais de quatro anos após o início da ofensiva russa contra a Ucrânia, os ataques vêm se intensificando nos últimos meses. Nesta quinta, bombardeios russos deixaram três mortos no leste da Ucrânia, enquanto quatro pessoas morreram em ataques ucranianos na Rússia e na Crimeia anexada, segundo as autoridades das regiões afetadas.
Os dois diplomatas também discutiram o conflito no Oriente Médio, de acordo com a diplomacia russa. Moscou condenou recentemente os ataques realizados por Washington contra o Irã, aliado da Rússia.
Com agências