Nos 25 anos dos atentados de 11 de Setembro, os EUA realizaram homenagens em Nova York e no Pentágono para lembrar as quase 3 mil vítimas de 2001. No Memorial de NY, familiares leram os nomes dos mortos, ato acompanhado por ex-presidentes e autoridades. No Pentágono, o presidente Donald Trump homenageou os mortos, reforçou a luta contra o terrorismo e criticou o Irã. O dia também contou com celebrações religiosas marcadas por apelos de união e lembranças ao impacto histórico da tragédia no país.
Os Estados Unidos realizam nesta sexta-feira (11) uma série de cerimônias para marcar os 25 anos dos atentados de 11 de Setembro, que deixaram quase 3 mil mortos e destruíram as Torres Gêmeas do World Trade Center, em Nova York, em 2001.
A principal homenagem ocorreu no Memorial do 11 de Setembro, no local onde ficavam as torres. Familiares das vítimas participaram da cerimônia e fizeram a leitura dos nomes dos mortos nos ataques contra Nova York, o Pentágono e em Shanksville, na Pensilvânia.
Às 8h46 (horário local), os norte-americanos fizeram um minuto de silencia para lembrar o momento em que o primeiro avião atingiu a Torre Norte do World Trade Center. Após a homenagem, o violoncelista Yo-Yo Ma se apresentou, antes da leitura dos nomes das vítimas.
A cerimônia foi aberta por dois jovens que perderam, respectivamente, um tio e um avô nos atentados. O ato também reuniu o vice-presidente J.D. Vance e todos os ex-presidentes americanos vivos: Joe Biden, George W. Bush, Barack Obama e Bill Clinton.
O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, também participou da cerimônia, apesar de ter enfrentado resistência da população por conta de ser muçulmano e porque um de seus conselheiros atuou como advogado de um integrante da Al-Qaeda, grupo responsável pelos atentados.
Paralelamente, o presidente dos EUA, Donald Trump, participou de uma cerimônia no Pentágono, em Washington, acompanhado da primeira-dama Melania Trump. O edifício foi um dos alvos dos ataques de 11 de Setembro, quando o voo 77 da American Airlines atingiu o complexo às 9h37 e deixou os 59 cidadãos a bordo mortos.
A primeira parte da cerimônia também incluiu a leitura dos nomes das 125 pessoas que morreram no Pentágono. Durante a execução do hino nacional americano, Trump prestou continência e, na sequência, depositou flores em homenagem às vítimas.
Em seu discurso, o republicano afirmou que os Estados Unidos devem manter viva a memória dos mortos e destacou a determinação do país no combate ao terrorismo.
"Nunca, jamais esqueceremos os nomes deles. É por isso que lutamos hoje. Não temos escolha. A única opção é a vitória", enfatizou.
Trump também prometeu proteger os Estados Unidos e suas liberdades para as futuras gerações. "Protegeremos este país e suas liberdades para todas as gerações futuras; nós o protegeremos como nunca antes." Durante o discurso no Pentágono, Trump também desviou o foco da cerimônia para a política externa americana, afirmando que os Estados Unidos estão enfrentando o que chamou de "terror horrível e perverso". Além disso, homenageou militares envolvidos em ações contra o Irã.
O líder norte-americano classificou a República Islâmica do Irã como "o maior patrocinador do terrorismo no mundo" e afirmou que o país não terá uma arma nuclear.
"Prestamos homenagem aos militares que trabalham neste momento para garantir que o maior patrocinador do terrorismo no mundo, a República Islâmica do Irã, nunca ? sob nenhuma circunstância ? possua uma arma nuclear", destacou.
Também hoje, uma missa em memória das vítimas foi celebrada na Catedral de São Patrício, em Nova York. Biden e Mamdani participaram da cerimônia e ficaram na primeira fila.
Na homilia, o arcebispo de Nova York, monsenhor Ronald Hicks, afirmou que o sofrimento provocado pelos ataques permanece 25 anos depois, porque uma tragédia da dimensão do 11 de Setembro "nunca desaparece completamente".
O religioso também destacou a importância da união entre diferentes comunidades religiosas e afirmou que rabinos, imãs e ministros protestantes estiveram presentes nas celebrações.
"Precisamos uns dos outros", afirmou ele, acrescentando que a cura, a paz, a justiça e a unidade dependem de um esforço contínuo da sociedade.
As cerimônias desta sexta-feira lembram um dos acontecimentos mais traumáticos da história recente dos Estados Unidos. Em 11 de setembro de 2001, quatro aviões comerciais foram sequestrados por integrantes da Al-Qaeda.
Dois deles atingiram as Torres Gêmeas do World Trade Center, em Nova York. Outro atingiu o Pentágono, na região de Washington. O quarto avião caiu em um campo próximo a Shanksville, na Pensilvânia, depois que passageiros e tripulantes tentaram retomar o controle da aeronave. Ao todo, 2.977 pessoas morreram nos ataques. .