O Irã acusou os Estados Unidos de estarem se movendo para desencadear um conflito "total" no Oriente Médio, alertando que os países que servirem de "escudo" para as forças americanas "queimarão nas chamas da guerra".
A declaração foi dada pelo chefe do Comando Central das Forças Armadas iranianas, Ali Abdollahi, citado pela agência de notícias Tasnim.
"Os EUA estão rapidamente se movendo na direção de uma guerra regional total, uma estratégia perigosa voltada a expandir seu domínio em toda a região", disse o líder militar.
"Os criminosos americanos demonstraram que não evitam mal nenhum para alcançar suas intenções malignas na guerra contra o Irã", afirmou Abdollahi, acrescentando que os estados muçulmanos deveriam "reconsiderar sua cooperação com os Estados Unidos".
"Washington está usando suas riquezas e recursos estratégicos como um escudo defensivo para seu exército desgastado e, ao mesmo tempo, para fortalecer a máquina de guerra e a segurança de Israel". Segundo Abdollahi, quem der guarida às tropas americanas vai "queimar nas chamas da guerra".
Paralelamente, as embaixadas dos Estados Unidos em várias capitais do Oriente Médio emitiram um alerta de segurança pedindo que cidadãos americanos "avaliem a possibilidade de deixar a região" e estejam preparados para evacuação em caso de escalada militar. O alerta foi publicado neste sábado (1º) por missões diplomáticas de Washington em Israel, no Iraque e na Jordânia.
Há cerca de uma semana, o presidente dos EUA, Donald Trump, alertou que considerava a possibilidade de autorizar "um ataque massivo, maior do que qualquer outro antes", contra o Irã.
O cessar-fogo assinado em meados de junho foi encerrado pelo próprio Trump cerca de um mês depois, após os Estados Unidos acusarem Teerã de atacar navios petroleiros no Estreito de Ormuz. Desde então, as forças americanas vêm realizando constantes bombardeios na região, enquanto a República Islâmica tem respondido com mísseis e drones em direção a alvos de Washington no Oriente Médio.