"Os americanos presentes na região deveriam considerar partir ou estar prontos para sair em caso de escalada", afirma um alerta de segurança cujas versões foram publicadas nas redes sociais das embaixadas dos Estados Unidos em Amã, Jerusalém e Bagdá.
As mensagens orientam os cidadãos a verificar informações sobre seus voos e a seguir as instruções de segurança das autoridades locais. "Os americanos atualmente no Oriente Médio devem agir com cautela e redobrar a vigilância, preparando-se para possíveis cancelamentos de voos, fechamentos temporários do espaço aéreo e eventuais interrupções nos deslocamentos", detalha o alerta.
Na Jordânia, os americanos foram orientados a evitar se aproximar de bases militares dos Estados Unidos, recentemente alvo de mísseis iranianos. Em Israel, recomendou-se que identificassem o abrigo antiaéreo mais próximo.
"O regime iraniano é imprevisível, como demonstram suas recentes decisões de atacar áreas da região sem aviso ou provocação, além de ampliar seus ataques para zonas que antes não haviam sido atingidas", afirma uma mensagem publicada no site da embaixada americana em Jerusalém.
Trump volta a ameaçar Irã
Na sexta-feira (31), Trump voltou a afirmar que pretende atacar o Irã "com força". A imprensa do país informou que Washington planejaria realizar novos bombardeios massivos neste fim de semana com o apoio de Israel, especialmente contra as infraestruturas energéticas iranianas. Mas ao que tudo indica, o líder republicano ainda não teria dado seu aval à operação, indicou a emissora americana CBS, citando várias fontes anônimas.
Segundo o canal, vários conselheiros da Casa Branca teriam expressado fortes reservas em relação ao projeto durante a reunião de gabinete na sexta‑feira. Se fossem realizadas, essas operações marcariam a primeira participação de Israel na campanha de bombardeios desde a fase inicial da guerra.
Durante a semana, os Estados Unidos e o Irã retomaram os bombardeios noturnos e as trocas de ameaças, após vários dias de calma nos combates. No entanto, não foram registrados ataques na última madrugada.
Irã acusa Estados Unidos de agravar tensões
Teerã acusou Washington neste sábado de "agravar as tensões" no Oriente Médio. Em comunicado, as Forças Armadas iranianas afirmaram que os países da região devem se abster de cooperar com os norte-americanos durante o conflito.
"Os Estados Unidos avançam rapidamente pelo caminho da escalada das tensões na região", disse Ali Abdollahi, chefe do comando central do Exército iraniano. "Qualquer país que sirva de escudo defensivo para a criminosa e agressiva América será envolvido pelas chamas da guerra", acrescentou a nota lida na televisão estatal.
Mais cedo, a Agência de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO) informou que um petroleiro foi atingido por um "projétil não identificado" no litoral de Omã, na entrada do estreito de Ormuz. A região - crucial para o comércio de petróleo e gás liquefeito - continua bloqueada pelo Irã, que realizou, na última semana, negociações com países do Golfo para a administração do local.
Segundo a UKMTO, embarcação indicou que foi "atingida por um projétil desconhecido que causou danos na casa de máquinas". A tripulação acrescentou que não foram registrados feridos no incidente. Até o momento, o ataque não foi reivindicado.
RFI com AFP