Após o fracasso nas negociações de última hora em Washington, os Estados Unidos retomaram tarifas de 50% sobre diversos produtos do Canadá, atingindo US$ 20 bilhões em importações. Em resposta, o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, criticou as exigências de Donald Trump e anunciou que aplicará tarifas equivalentes para proteger a economia local. O governo americano afirmou que, no momento, não há novas reuniões comerciais bilaterais agendadas, aprofundando a crise diplomática entre os países.
Apesar das negociações de última hora entre Estados Unidos e Canadá, o governo americano retomou neste sábado (22) as tarifas de 50% sobre vários produtos do país vizinho, incluindo cimento e tacos de hóquei.
O ministro do Comércio do Canadá, Dominic LeBlanc, permaneceu em Washington até tarde da noite na tentativa de chegar a um acordo para evitar o tarifaço, mas não obteve sucesso. As medidas afetam US$ 20 bilhões em importações canadenses pelos Estados Unidos.
As tarifas deveriam ter sido impostas na última quarta-feira (19), mas foram adiadas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que afirmou que um acordo estava sendo finalizado. As relações entre os dois países se deterioraram significativamente desde que o republicano voltou ao poder.
O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, afirmou que também irá impor "tarifas equivalentes" aos americanos para proteger trabalhadores e empresas canadenses.
"As mudanças de última hora feitas pelos Estados Unidos nos termos propostos foram injustas, economicamente infundadas e colocaram em dúvida a confiabilidade de qualquer acordo. Percebemos que a América mudou e que não voltaremos à nossa antiga relação", declarou o político.
O representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, afirmou em entrevista à Fox que não há novas negociações comerciais com o Canadá agendadas no momento. .