O governo Trump, dos Estados Unidos, confirmou a sobretaxa de 12,5% ao Brasil e outros países por "trabalho forçado" ou escravo nesta quinta-feira, 23. O governo brasileiro já esperava a aplicação da nova tarifa e acompanha as negociações com representantes dos setores afetados. A taxa está programada para valer a partir desta sexta-feira, 24.
Receba as principais notícias direto no WhatsApp! Inscreva-se no canal do Terra
A sobretaxa está relacionada a uma investigação conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês), com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. A investigação trata de supostas falhas de parceiros comerciais no combate à importação de produtos feitos com trabalho forçado.
Nisso, a taxa foi anunciada sob a alegação de que o Brasil não conseguiu adotar práticas contra "trabalho forçado nos setores produtivos".
Outros 60 países também foram alvos desta investigação. As tarifas variam de 10% a 12,5% e entram em vigor a partir de 0h01 de sexta-feira, 24 -- substituindo a taxa global de 10% que estava prestes a terminar.
A nova sobretaxa se soma à tarifa de 25% anunciada por Trump na última semana para produtos brasileiros, com uma extensa lista de exceções, como carnes, café, petróleo, aronaves, sucos de laranja.
*Com informações do Estadão Conteúdo e agência Ansa