Estreito de Ormuz está fora do raio de ação da Otan, diz UE

Reino Unido e Alemanha também rebateram ameaças de Trump

16 mar 2026 - 08h55
(atualizado às 09h28)

A União Europeia afirmou nesta segunda-feira (16) que o Estreito de Ormuz está fora do raio de ação da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter cobrado da aliança militar medidas para liberar o trânsito de navios nessa via marítima.

A alta representante da UE para Política Externa, Kaja Kallas
A alta representante da UE para Política Externa, Kaja Kallas
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

"Estivemos em contato com a Otan anteriormente, mas isso realmente está fora da área de ação da Otan", declarou a alta representante da UE para Política Externa, Kaja Kallas, à margem de uma reunião ministerial do bloco.

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"Não há países da Otan no Estreito de Ormuz", acrescentou a estoniana. Essa rota marítima é crucial para o escoamento da produção de petróleo e gás natural do Golfo Pérsico e foi bloqueada pelo Irã em represália à guerra lançada por EUA e Israel em 28 de fevereiro, provocando uma disparada nos preços globais de produtos energéticos.

Na noite de domingo (15), Trump alertou que a Otan teria um "futuro muito negativo" se não ajudasse a garantir a abertura do Estreito de Ormuz, alegando que os outros países da aliança dependem mais do petróleo do Golfo Pérsico do que os Estados Unidos.

"Se não houver alguma resposta, ou se a resposta for negativa, acredito que será muito prejudicial para o futuro da Otan", salientou o presidente. Antes disso, ele já havia feito apelo semelhante para China, Coreia do Sul, França, Japão e Reino Unido.

Em resposta, o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Johann Wadephul, declarou que Ormuz não é "responsabilidade" da aliança militar, enquanto o porta-voz do chanceler Friedrich Merz, Stefan Kornelius, disse que a guerra no Irã "não tem nada a ver com a Otan".

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O premiê britânico, Keir Starmer, também se pronunciou e garantiu que a reabertura do estreito "não será e nunca foi imaginada como uma missão" da organização ocidental.

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