Trump avalia encerrar guerra contra o Irã sem reabrir Estreito de Ormuz, segundo imprensa americana

Presidente dos EUA estaria avaliando reduzir ofensiva nos bastidores enquanto aumenta ameaças publicamente

30 mar 2026 - 22h56
(atualizado às 23h11)
Presidente dos EUA Donald Trump
Presidente dos EUA Donald Trump
Foto: Chip Somodevilla/Getty Images

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, avalia encerrar a guerra contra o Irã mesmo sem a reabertura do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de escoamento de petróleo do mundo. A informação foi veiculada pelo The Wall Street Journal nesta segunda-feira, 30, com base em relatos de autoridades.

Segundo o jornal, a equipe do presidente considera que uma operação para retomar totalmente o controle da passagem marítima poderia prolongar o conflito além do prazo de seis semanas prometido por Trump. O bloqueio imposto pelo Irã já tem inflado os preços do petróleo, gerando efeitos em cadeia na economia global, com potencial de impacto também nos Estados Unidos, que enfrentam um ano eleitoral.

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Nos bastidores, a estratégia discutida seria priorizar objetivos militares mais restritos, como o enfraquecimento da marinha iraniana e a redução da capacidade de mísseis do país. A partir disso, haveria uma diminuição dos ataques, como forma de pressionar Teerã a reabrir a rota.

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Ainda de acordo com a reportagem, caso o impasse persista, Washington pode tentar transferir a responsabilidade pela reabertura do Estreito de Ormuz a aliados europeus e países do Golfo. Outras possibilidades de ação militar seguem em análise, mas não são consideradas prioridade no momento.

Publicamente, no entanto, a mensagem é outra. Em publicação na rede Truth Social, ele afirmou que os Estados Unidos estão em negociação com uma nova liderança iraniana. "Os Estados Unidos da América estão em discussões sérias com UM NOVO, E MAIS RAZOÁVEL, REGIME para encerrar nossas operações militares no Irã.

"Grande progresso foi feito, mas, se por qualquer motivo um acordo não for alcançado em breve, o que provavelmente acontecerá, e se o Estreito de Ormuz não for imediatamente 'aberto para negócios', encerraremos nossa adorável 'estadia' no Irã explodindo e obliterando completamente todas as suas usinas de geração de energia, poços de petróleo e a ilha de Kharg (e possivelmente todas as usinas de dessalinização!), que propositalmente ainda não 'tocamos'".

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Fonte: Portal Terra
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