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Júri conclui primeiro dia de deliberações sobre ataque à maratona de Boston

7 abr 2015 - 20h11
(atualizado às 20h11)

O júri que participa do caso sobre o atentado contra a maratona de Boston concluiu o primeiro dia de deliberações nesta terça-feira, e os jurados ainda não decidiram se Dzhokar Tsarnaev é culpado pelo ataque ocorrido em 2013 em que três pessoas morreram e outras 264 ficaram feridas.

Advogados de defesa Judy Clarke e David Bruck chegam a tribunal em Boston para o o início das deliberações do júri no caso do ataque contra a maratona de Boston, nesta terça-feira. 07/04/2015
Advogados de defesa Judy Clarke e David Bruck chegam a tribunal em Boston para o o início das deliberações do júri no caso do ataque contra a maratona de Boston, nesta terça-feira. 07/04/2015
Foto: Dominick Reuter / Reuters

Promotores acusam o réu e seu irmão mais velho de colocarem duas bombas caseiras, feitas em panelas de pressão, próximas à linha de chegada repleta de espectadores, em 15 de abril de 2013. Tsarnaev, de 21 anos, também é acusado de matar um policial a tiros três dias depois do ataque.

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A decisão sobre se o réu, que possui ascendência chechena, é culpado nas 30 acusações criminais que pesam contra ele deve ser a tarefa mais simples atribuída ao júri. Caso seja considerado culpado, os mesmos 12 jurados terão que passar por uma segunda rodada de análise de evidências antes de determinar se Tsarnaev será condenado à pena de morte ou à prisão perpétua sem condicional.

A advogada de defesa, Judith Clarke, foi rápida em admitir na segunda-feira a responsabilidade de seu cliente no atentado, mas sustentou que Tamerlan Tsarnaev, de 26 anos, foi o mentor e motivador do ataque. Tamerlan morreu em 19 de abril de 2013, após seu irmão o atropelar em meio a uma troca de tiros com a polícia.

Representantes dos Bispos Católicos Romanos de Massachusetts distribuíram panfletos em frente ao tribunal nesta terça-feira reiterando seu posicionamento contrário à pena capital.

"O réu neste caso foi neutralizado e nunca mais vai voltar a causar mal", dizia o panfleto, assinado pelo cardeal de Boston, Sean O'Malley, e três bispos. "Nossa sociedade pode fazer melhor do que a pena de morte."

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Embora a pena de morte seja impopular em Boston, cidade de inclinações progressistas e com uma comunidade católica bem-estabelecida, os jurados que se dispõem a servir em casos de homicídio que possam envolver a pena capital precisam expressar sua predisposição em aplicá-la.

Foram necessários 24 dias para que a corte responsável pelo caso conseguisse selecionar 12 jurados e seis suplentes que satisfizessem tal condição.

Os promotores convocaram 92 testemunhas ao longo do último mês na tentativa de garantir que Tsarnaev foi, ao lado de seu irmão, coautor do atentado, planejado como uma vingança pelas campanhas militares dos Estados Unidos em países de maioria muçulmana.

A defesa convocou apenas quatro testemunhas, incluindo um fotógrafo da polícia federal norte-americana (FBI) que também foi testemunha de acusação.

A explosão matou a dona de um restaurante, Krystle Campbell, de 29 anos, a estudante de intercâmbio chinesa Lingzi Lu, de 23 anos, e Martin Richard, de 8 anos. Tsarnaev também foi acusado de matar a tiros o policial Sean Collier, de 26 anos.

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