Governo Trump pressiona por criação de nota de US$ 250 com rosto do presidente americano, diz jornal

Fontes afirmaram que a medida gerou preocupação porque a lei federal atual permite somente que pessoas falecidas apareçam nas cédulas

28 mai 2026 - 14h46
(atualizado às 15h16)
Projeto de cédula de US$ 250 com o rosto de Trump obtida pelo jornal
Projeto de cédula de US$ 250 com o rosto de Trump obtida pelo jornal
Foto: Reprodução/The Washington Post

Funcionários do governo de Donald Trump pressionaram o Departamento de Gravura e Impressão dos Estados Unidos para criar uma nota de US$ 250 com o rosto do presidente americano, segundo reportagem do The Washington Post publicada nesta quinta-feira, 28.

De acordo com o jornal, desde o ano passado, o Tesoureiro dos EUA, Brandon Beach, e seu principal assessor, Mike Brown, têm insistido repetidamente com a equipe do órgão que faz a impressão do dinheiro do país para projetar os protótipos da nota.

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Fontes afirmaram que a medida gerou preocupação porque a lei federal atual permite somente que pessoas falecidas apareçam nas cédulas. Se a nota for criada, seria a primeira vez em mais de 150 anos que uma pessoa viva apareceria em uma cédula americana. 

Ainda conforme a reportagem, em agosto e setembro do ano passado, Beach forneceu aos funcionários modelos de design para a nota com o rosto de Trump no centro e entre as assinaturas do presidente e do secretário do Tesouro, Scott Bessent.

As fontes ainda contaram que a diretora da gráfica e outros funcionários explicaram a Beach e a Brown os obstáculos legais e processuais para a produção da nota e que isso levaria anos a mais do que eles haviam previsto, mas que eles responderam com descaso. Em abril deste ano, a diretora foi transferida de cargo pela administração do Tesouro. 

Um projeto de lei que permitiria a inclusão de Trump na nota de US$ 250 foi apresentado ao Congresso no ano passado, mas está parado.

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Em comunicado, o Departamento do Tesouro afirmou que Beach "nunca pediu à equipe que imprimisse o projeto de lei antes de sua aprovação pelo Congresso" e não comentou sobre a transferência da diretora da gráfica. Brown e a Casa Branca não responderam aos pedidos de comentários do jornal. 

Fonte: Portal Terra
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