EUA avaliam pagar até US$ 100 mil por habitante para anexar Groenlândia, diz agência

Pagamento individual a cada morador do território dinamarquês é uma das opções avaliadas pelos EUA para a anexação da ilha

8 jan 2026 - 20h21
(atualizado às 21h53)
Resumo
O governo Trump estuda pagar até US$ 100 mil a cada habitante da Groenlândia como estratégia para anexar a ilha, considerada estratégica para a segurança nacional dos EUA, apesar da oposição europeia.
Pesquisas indicam que muitos moradores da Groenlândia apoiam a independência da Dinamarca, mas poucos querem fazer parte dos Estados Unidos
Pesquisas indicam que muitos moradores da Groenlândia apoiam a independência da Dinamarca, mas poucos querem fazer parte dos Estados Unidos
Foto: Getty Images / BBC News Brasil

Após destacar a possibilidade do uso das Forças Armadas para anexar a Groenlândia, o governo dos Estados Unidos estuda 'comprar' os habitantes do território autônomo dinamarquês como forma de os convencer a permitir a tomada do controle da ilha.

Segundo a agência de notícias Reuters, fontes ligadas à Casa Branca confirmaram a discussão sobre possíveis pagamentos individuais aos dinamarqueses.

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Ainda que valores e a logística não tenham sido definidos, os entrevistados afirmaram que os EUA podem desembolsar entre US$ 10 mil (R$ 53 mil, na cotação atual) e US$ 100 mil (R$ 538 mil) por morador do território, que tem 57 mil habitantes. 

Imagem postada por Katie Miller no X (antigo Twitter) mostra desejo de republicanos de anexar Groenlândia aos Estados Unidos.
Foto: Reprodução/X/ @KatieMiller / Estadão

O interesse de Donald Trump pela aquisição da Groenlândia não é recente; o republicano levantou a possibilidade em seu primeiro mandato (2017-2021). O projeto de anexação, no entanto, ganhou força após a ação militar dos EUA que culminou na captura do líder venezuelano Nicolás Maduro, realizada no sábado, 3. 

Segundo Trump, a ilha é estratégica para os interesses americanos, e o presidente afirmou que 'precisa da Groenlândia por motivos de segurança nacional', ressaltando a possibilidade de fazer uso das Forças Armadas.

A anexação da Groenlândia foi rechaçada por autoridades europeias, em especial pela primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, que afirmou que uma invasão americana ao território significaria a dissolução da aliança militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).

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Fonte: Portal Terra
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