Equipes de busca vasculham escombros na Colômbia quase uma semana após terremoto

16 ago 2026 - 15h18
(atualizado às 16h04)

Equipes de busca trabalhavam nos escombros ‌de prédios desabados no oeste da Colômbia neste domingo, quase uma semana depois de um forte terremoto ter devastado cidades e vilas em todo o oeste do país, matando centenas de pessoas e deixando muitas outras desaparecidas, feridas ou desabrigadas.

O terremoto de magnitude 7,4 atingiu San José ⁠del Palmar na manhã de segunda-feira, causando graves danos desde o porto ‌de Buenaventura, no Pacífico, até a região cafeeira da Colômbia e importantes cidades do oeste do país, como Cali e Pereira.

Publicidade

As estimativas ‌oficiais divulgadas no final da noite de sábado ‌apontavam para cerca de 290 mortos, com 140 pessoas ainda ⁠desaparecidas e quase 4.000 feridas. Mais de dois terços das mortes concentraram-se em Cali e Pereira, onde prédios residenciais, casas, igrejas, escolas e hospitais foram danificados ou destruídos.

Em Cali, a terceira maior cidade da Colômbia, equipes de resgate continuavam as buscas em meio a pilhas instáveis de ‌concreto e metal retorcido neste domingo, enquanto os esforços de salvamento davam ‌lugar à recuperação de ⁠corpos. Os tremores ⁠secundários aumentaram o perigo para as equipes que trabalham nos bairros danificados e para ⁠os moradores que ainda não ‌conseguem voltar para casa.

À medida ‌que as esperanças de encontrar mais sobreviventes diminuíam, a operação de socorro se expandia.

Em Bogotá, a capital, um estádio foi transformado no maior centro de coleta de doações do país, com voluntários trabalhando ⁠24 horas por dia para separar e carregar alimentos, roupas, medicamentos e outros suprimentos básicos para as áreas afetadas. A organização coordenadora Sencia informou que mais de 7.000 voluntários ajudaram a distribuir 700 toneladas de ajuda humanitária em cinco dias.

Publicidade

Em ‌Pereira, as autoridades também estavam prestando auxílio emergencial a animais de estimação feridos e distribuindo ração doada, o que evidencia a grande pressão ⁠sobre as famílias cujas rendas e moradias foram afetadas pelo desastre.

O terremoto é a primeira grande crise enfrentada pelo presidente Abelardo De La Espriella, que assumiu o cargo poucos dias antes do desastre e agora tem a tarefa de supervisionar o socorro e a reconstrução.

De La Espriella disse neste domingo que o banqueiro bilionário colombiano Jaime Gilinski, que também controla a empresa de alimentos Nutresa , doaria 150 bilhões de pesos colombianos (US$47,75 milhões) para reconstruir hospitais e escolas na cidade natal de Gilinski, Cali.

Reuters - Esta publicação inclusive informação e dados são de propriedade intelectual de Reuters. Fica expresamente proibido seu uso ou de seu nome sem a prévia autorização de Reuters. Todos os direitos reservados.
Curtiu? Fique por dentro das principais notícias através do nosso ZAP
Inscreva-se