Enviado do Papa visita prisioneiros russos na Ucrânia para levar mensagem de paz

Cardeal Matteo Zuppi disse que Leão XIV 'está próximo' dos detentos

14 jul 2026 - 11h02
(atualizado às 11h14)

O enviado do papa Leão XIV para a Ucrânia, cardeal Matteo Zuppi, visitou nesta terça-feira (14) o campo de detenção "Zakhid-1" em Lviv, no oeste do país, para se reunir com presos militares que combateram pelo Exército Russo.

Zuppi está em missão na Ucrânia para visitar presídios
Zuppi está em missão na Ucrânia para visitar presídios
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Durante o encontro, o representante da Santa Sé disse aos detentos que estava no local levando a eles uma mensagem de proximidade do líder da Igreja Católica e um apelo pelo fim do conflito.

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Segundo Zuppi, o Pontífice reza para que a guerra termine o mais rapidamente possível e para que todos os prisioneiros possam retornar às suas casas em breve.

"Leão XIV me enviou aqui para ser uma voz de esperança entre vocês e para dizer que está ao lado de todos aqueles que sofrem por causa da guerra", afirmou Zuppi durante a visita, de acordo com o jornal italiano Avvenire, que acompanha a missão.

A viagem do presidente da Conferência Episcopal Italiana (CEI) à Ucrânia tem duração de quatro dias e inclui compromissos em Lviv e Kiev. Após a visita ao campo "Zakhid-1", Zuppi seguirá para a capital ucraniana, onde conhecerá outro centro de detenção que abriga prisioneiros de guerra russos.

Por razões de segurança, as autoridades ucranianas não divulgaram o número exato de detentos no complexo, embora estimativas da imprensa indiquem que o local possa abrigar até 500 prisioneiros.

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O cardeal encontrou dezenas de presos oriundos de diversas regiões da Rússia e também de outros países, como da Coreia do Norte. De acordo com os responsáveis pelo centro, representantes de 53 nacionalidades estão entre os detidos.

Durante a visita, Zuppi entregou presentes enviados por Leão XIV, como um chaveiro com o brasão pontifício, acompanhado do desejo de que os prisioneiros "possam usá-lo em breve com a chave de suas próprias casas", em referência ao esforço do Vaticano para favorecer a repatriação de militares e civis envolvidos no conflito.

Os detentos também receberam uma imagem do pontífice e uma reprodução do ícone mariano Salus Populi Romani, preservado na Basílica de Santa Maria Maggiore, em Roma.

O centro de detenção conta ainda com um pequeno hospital. Médicos e enfermeiros relataram que muitos prisioneiros sofrem de tuberculose, problemas nas articulações provocados pelas condições nas trincheiras e ferimentos causados por estilhaços.

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A missão de Zuppi é acompanhada pelo núncio apostólico em Kiev, dom Visvaldas Kulbokas, e pelo embaixador da Ucrânia junto à Santa Sé, Andrii Yurash.

Em comunicado, Yurash afirmou que a visita do enviado papal representa "um importante gesto de transparência e diálogo".

Segundo ele, a instalação "cumpre todas as normas do direito internacional humanitário e permanece aberta a visitas de quem desejar verificar pessoalmente as condições dos prisioneiros".

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