O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ameaçar o Irã, nesta quarta-feira (22), com futuros ataques em pontes e centrais elétricas. Ao mesmo tempo, ele teria aprovado um acordo nuclear de 30 anos com a Arábia Saudita, segundo a imprensa americana.
"A partir deste momento, sempre que o Irã disparar contra um navio no Estreito de Ormuz, os EUA bombardearão e destruirão uma ponte ou uma usina de energia, incluindo aquelas localizadas perto ou dentro da capital, Teerã", escreveu o chefe de Estado no Truth, enquanto suas forças e as do país persa trocam bombardeios no Oriente Médio por mais de dez dias seguidos.
Trump, que hoje recebeu os corpos de quatro soldados mortos na guerra no Irã, afirmou que Teerã "irá pagar pela vida de seus militares".
Segundo o republicano, que iniciou o conflito ao lado de Israel em 28 de fevereiro, os EUA "não precisam do Estreito de Ormuz, mas devem seguir [com a ofensiva] porque não pode permitir que o Irã possua armas nucleares".
O New York Times antecipou que o presidente americano aprovou um acordo de 30 anos com a Arábia Saudita que permitiria ao país enriquecer urânio.
Além disso, as empresas americanas desempenhariam um papel central no desenvolvimento da infraestrutura nuclear de Riad, deixando de fora concorrentes estrangeiros como a Rússia e a China.
Um dos principais fatores por trás do acordo seria o desejo americano de isolar Moscou e Pequim, visto que ambos haviam manifestado anteriormente interesse em tal parceria.
O plano prevê o desenvolvimento inicial de um programa nuclear civil, seguido por atividades de enriquecimento de urânio ? condicionadas à realização de um estudo de viabilidade e à devida justificativa.
A expectativa é que o pacto seja anunciado oficialmente a qualquer momento.