A gigante italiana de óleo e gás ENI assinou um acordo com o governo da Venezuela para relançar a produção de petróleo pesado no país latino-americano, dono das maiores reservas no mundo e que vem tentando impulsionar investimentos externos no setor.
A empresa de capital misto, controlada pelo Ministério da Economia e das Finanças da Itália, assinou um acordo com a ministra dos Hidrocarbonetos de Caracas, Paula Henao, e com a estatal venezuelana Pdvsa relativo ao bloco chamado Junin-5, situado na Faixa do Orinoco e que contém 35 bilhões de barris de petróleo em reservas comprovadas.
O campo é administrado em conjunto pelas duas companhias, com 60% para a Pdvsa e 40% para a ENI.
O acordo foi assinado na presença do CEO da empresa italiana, Claudio Descalzi, e da presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, que assumiu o cargo após a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, no início de janeiro.
Rodríguez tem colaborado com a Casa Branca e promovido reformas para estimular investimentos externos no setor de petróleo, buscando aumentar a produção na Venezuela em um cenário de perturbações no fornecimento no Oriente Médio por conta da guerra no Irã.
A ENI também está empenhada em projetos de gás natural no país latino-americano, por meio do consórcio Cardón IV, dividido igualmente com a espanhola Repsol e que opera o campo de Perla, o maior bloco offshore já descoberto no subcontinente.
Presente na Venezuela desde 1998, a gigante italiana também detém uma participação de 26% na joint venture PetroSucre (o restante pertence à Pdvsa), que opera o campo petrolífero offshore de Corocoro, e uma participação na Supermetanol, empresa petroquímica ativa na produção de metanol.