Energia elétrica é restabelecida em Cuba em meio a ameaça de invasão dos EUA

Forças Armadas de Havana estão em alerta para possível ataque

23 mar 2026 - 14h04
(atualizado às 14h56)

O fornecimento de energia elétrica foi restabelecido em Cuba no domingo (22), após um apagão em meio à crise energética agravada pelas tensões com os Estados Unidos, que ameaçam invadir a nação caribenha.

Cuba tem vivenciado sequência de apagões há mais de um ano
Cuba tem vivenciado sequência de apagões há mais de um ano
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

"Graças aos esforços dos trabalhadores, foi possível restabelecer o sistema nacional [energético]", escreveu o primeiro-ministro Manuel Marrero no X, reforçando, contudo, que a demanda continuará a superar a capacidade de produção.

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O colapso é o mais recente de uma longa série: foi o segundo apagão nacional em poucos dias e o sétimo no último um ano e meio. Na raiz da crise está uma rede elétrica frágil, alimentada por usinas a diesel obsoletas, situação agravada pelo bloqueio total imposto pelos EUA ao fornecimento de combustível à ilha.

Apesar de Havana e Washington terem iniciado encontros diplomáticos para solucionar a tensão política, o presidente americano, Donald Trump, declarou que quer "tomar" Cuba.

Devido à ameaça, o governo da ilha não exclui a possibilidade de uma agressão militar dos EUA e tem se preparado para um cenário de conflito ao colocar suas Forças Armadas em sinal de alerta.

"Nosso país sempre esteve disposto a se mobilizar como nação diante de um ataque militar. Não acreditamos que seja possível, mas seríamos ingênuos se não nos preparássemos", declarou o vice-ministro das Relações Exteriores cubano, Carlos Fernández de Cossío, à NBC.

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Nesse contexto, Fernández enfatizou que Havana "não vê justificativa" para um possível ataque americano", chamando Cuba de um país "pacífico" que não representa "qualquer ameaça" para os EUA, especialmente considerando a disponibilidade do governo para manter relações econômicas e comerciais diplomáticas.

"Nosso país está aberto a negociações e a preservar uma relação respeitosa, sobre a qual, tenho certeza de que a maioria dos americanos apoia", destacou. 

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