Os Emirados Árabes Unidos (EAU) denunciaram nesta terça-feira (5) que estão enfrentando um novo ataque com mísseis e drones provenientes do Irã.
Este é o segundo dia consecutivo em que o país é alvo desse tipo de ofensiva, em meio a um cessar-fogo na guerra no Oriente Médio. Ontem (4), os EAU já haviam dito que três cidadãos ficaram feridos em um bombardeio iraniano.
Segundo o Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos, os sistemas de defesa aérea do país foram ativados para interceptar os novos projéteis.
A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, condenou esses ataques atribuídos ao Irã contra os Emirados Árabes Unidos, em meio a uma escalada de tensões no Golfo Pérsico e preocupações sobre a segurança regional e a navegação no Estreito de Ormuz.
"O governo italiano expressa sua proximidade com os Emirados Árabes Unidos pelos ataques injustificáveis que sofreram, os quais devem cessar imediatamente", escreveu ela nas redes sociais.
Segundo a premiê, "a Itália continuará fazendo sua parte para fomentar o diálogo e impedir que a crise se espalhe regionalmente".
Por fim, Meloni destacou que a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz é "um princípio fundamental do direito internacional e essencial para a economia global".
Na França, o presidente Emmanuel Macron classificou como "inaceitáveis e injustificados" os ataques contra infraestruturas civis no território dos Emirados Árabes Unidos.
Em comunicado, ele reafirmou o apoio de Paris aos aliados na região, defendeu uma solução diplomática duradoura para o conflito e destacou a necessidade de garantir a plena reabertura da navegação no Estreito de Ormuz.
Além disso, ressaltou a importância de construir um acordo sólido que ofereça garantias de segurança aos países da região, incluindo medidas para conter ameaças relacionadas aos programas nuclear e balístico do Irã.