Em Rimini, Papa pede fim da cultura da arrogância e da idolatria do lucro

Leão XIV foi recebido por milhares de pessoas na cidade italiana

22 ago 2026 - 14h56
(atualizado às 15h03)
Resumo
Em visita a Rimini, na Itália, o papa Leão XIV celebrou missa para mais de 60 mil fiéis e pediu a construção de uma nova sociedade, livre da idolatria do lucro e da cultura da arrogância. O pontífice condenou as relações injustas de poder que causam guerras, desigualdade e desastres ambientais, convocando todos ao diálogo e à fraternidade. Relembrando o papa Francisco, Leão XIV enfatizou que as pessoas, o amor e a liberdade devem sempre prevalecer sobre fronteiras e instituições.

Após a passagem por San Marino, o papa Leão XIV visitou Rimini, na Itália, onde foi recebido por milhares de fiéis e celebrou uma missa no porto do município romagnolo.

Leão XIV foi recebido por milhares de pessoas na cidade italiana
Leão XIV foi recebido por milhares de pessoas na cidade italiana
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Na homilia proferida durante a cerimônia religiosa, que foi seu último compromisso do dia, o líder da Igreja Católica saudou a população local, descrevendo-a como "franca, jovial por natureza, trabalhadora e empenhada na solidariedade".

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"Gostaria de incentivá-los a continuar seus esforços para garantir que esta região permaneça um lugar acolhedor, não apenas para o descanso físico e o lazer, mas também para o espírito. Sabemos que o lugar mais verdadeiro para encontrar descanso, para encontrar Deus e, assim, encontrar verdadeiramente o próximo, não está lá fora, no caos, mas dentro de nós, nas profundezas da alma", afirmou.

Com a presença de mais de 60 mil pessoas, o pontífice americano também visitou o Centro de Exposições de Rimini e lembrou seu antecessor, o papa Francisco, ao mencionar que o religioso argentino "nos ensinou a cultivar a amizade social, que representa a face pública, dinâmica e concreta da fraternidade".

"A paz é preservada e difundida por pessoas que amam encontrar-se umas com as outras e não têm medo de dialogar. As pessoas vêm sempre antes das fronteiras, das definições e das instituições. Essa consciência está no coração do cristianismo", afirmou Robert Francis Prevost.

Leão XIV pediu aos fiéis que construam um novo modelo de sociedade, no qual todos possam se libertar da "suspeita, da cultura da arrogância, da idolatria do lucro, das finanças e do negócio da morte".

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"Desmascaremos as relações de poder injustas que estão na raiz da pobreza e da desigualdade, da guerra e dos desastres ambientais. Desarmemos o desenvolvimento tecnológico quando ele se torna onipresente e destrutivo. Precisamos de pioneiros corajosos que, ao mudarem primeiro o seu próprio rumo, tornem convincente e crível a conversão exigida de todos", declarou.

Por fim, o papa aconselhou os fiéis a colocarem sempre o amor e a liberdade em primeiro lugar. .

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