Duas organizações LGBT russas disseram na quinta-feira que foram classificadas por tribunais distintos como "extremistas", como parte de uma repressão cada vez maior à comunidade gay e transgênero.
Tanto o Centro Comunitário de Moscou para Iniciativas LGBT+ quanto o ParniPlus, cujo site em russo informa sobre questões de saúde e direitos LGBT, disseram que continuariam a operar apesar das decisões.
"Vemos isso como mais um passo em direção à criminalização da visibilidade LGBTQ, do jornalismo independente e de qualquer solidariedade pública com a comunidade na Rússia", disse o ParniPlus em um comunicado online.
O caso ocorre depois que a Rússia proibiu em 2023 o que chama de "movimento LGBT", parte de uma série de restrições à orientação sexual e à identidade de gênero sob o comando do presidente Vladimir Putin em nome de valores conservadores.
Autoridades interrogaram na terça-feira a equipe de uma das maiores editoras da Rússia sobre uma possível "propaganda LGBT" em seu catálogo de livros.
A Human Rights Watch acusou as autoridades russas em março de "usar o sistema judiciário como arma para marginalizar e censurar as pessoas LGBT e seus apoiadores, violando flagrantemente seus direitos à liberdade de expressão, associação e não discriminação".