Henry Galsky, correspondente da RFI em Israel
"Creio que o regime ainda vai continuar a existir. Vamos atacá-lo de forma profunda, causar danos militares importantes, mas não acredito que ele vai acabar", disse à RFI ao ser questionado sobre o cenário mais realista em relação ao fim da guerra.
O encontro com Golan ocorreu por acaso durante as dezenas de vezes em que a RFI precisou descer ao estacionamento no subterrâneo da Praça Habima, no coração de Tel Aviv. O local foi transformado em abrigo público e serve de dormitório para centenas de pessoas todas as noites. São pessoas que não possuem abrigos em seus apartamentos.
Também no local, mas já fora do abrigo, a RFI conversou com um soldado que opera uma das baterias do Domo de Ferro, o sistema de defesa aéreo de Israel que protege o país contra os mísseis balísticos disparados pelo Irã.
Ele também operou o sistema durante a guerra dos 12 dias, em junho do ano passado. Segundo o militar, agora há uma diferença clara em relação ao confronto anterior.
"O Irã agora dispara diversas vezes, mas com uma quantidade menor de mísseis. Acredito que o objetivo é esse", diz ao apontar as escadas que levam ao abrigo. "O objetivo é causar pânico e obrigar a população a entrar em alerta várias vezes por dia".
O comandante do Comando Central dos EUA (CENTCOM), almirante Brad Cooper, afirmou que os ataques com mísseis balísticos do Irã diminuíram em cerca de 90% desde o início da guerra. As Forças de Defesa de Israel avaliam que o Irã ainda possui entre 100 a 200 plataformas de lançamento de mísseis.