Na cúpula da União Europeia, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, solicitou um aporte adicional de 70 bilhões de euros para financiar a defesa no quinto ano de guerra contra a Rússia, estimado em 155 bilhões. Ele alertou que o suporte atual de 90 bilhões até 2027 é insuficiente perante os constantes ataques russos e crucial para a segurança europeia. Paralelamente, o líder enfrenta crescente oposição do presidente dos EUA, Donald Trump, que o criticou e defendeu sua saída do poder.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, pediu a líderes europeus um novo aporte financeiro para o quinto ano do conflito contra a Rússia.
"No próximo ano, a guerra custará 155 bilhões de euros. E precisamos de, pelo menos, mais 70 bilhões de euros da parte de vocês ? para defesa, armamentos e nossa resiliência", declarou Zelensky nesta sexta-feira (16) na cúpula da União Europeia.
"Esse é um valor realista. Peço que garantam esse apoio: ele nos ajudará a manter a Rússia sob controle", reforçou.
A UE ? a maior apoiadora internacional da Ucrânia ? tem liberado parcelas de um empréstimo de 90 bilhões de euros a Kiev a fim de cobrir necessidades locais até o final de 2027.
Contudo, autoridades ucranianas alertaram que o montante não é suficiente, uma vez que os frequentes ataques russos têm castigado a economia do país.
"Acreditamos que esta guerra terminará o quanto antes. Mas [o presidente russo, Vladimir] Putin pretende permanecer no cenário por muito tempo ainda", observou Zelensky sobre possíveis ameaças russas contra a UE.
"É exatamente a força da Ucrânia, nosso Exército e nossas tecnologias que contribuem para garantir a segurança europeia", argumentou o líder de Kiev.
Em meio ao pedido por mais verba para a defesa ucraniana, Zelensky também agradeceu aos líderes europeus pelo suporte no conflito contra a Rússia.
"Sou grato pelo enorme apoio que temos recebido do Conselho da UE, da Comissão e dos líderes europeus: vocês são verdadeiros líderes que têm estado ao nosso lado desde o início da guerra", concluiu Zelensky, que, por outro lado, tem sido alvo de críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Após anunciar um acordo com a Rússia sobre o diesel, o republicano declarou que "Zelensky é mais difícil de lidar do que Putin".
"Não sou seu [de Zelensky] fã", disse Trump, que defende a saída do atual líder ucraniano do poder. .