A líder opositora venezuelana María Corina Machado afirmou ter sido excluída pelos Estados Unidos das negociações com o governo interino de Delcy Rodríguez em Caracas. Washington contestou a declaração, assegurando que o partido dela foi convidado para os diálogos. Fora do país desde que recebeu o Nobel da Paz e após a captura de Nicolás Maduro em janeiro, Machado garantiu que retornará em breve à Venezuela para mobilizar apoiadores visando as próximas eleições.
A líder opositora na Venezuela e ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, María Corina Machado, afirmou ter sido excluída pelos Estados Unidos das negociações que ocorrem nesta semana em Caracas entre o governo interino de Delcy Rodríguez e membros da oposição.
Em declaração ao The New York Times, publicada na quinta-feira (15), Machado sustentou que Washington não a incluiu nos encontros.
Ela reforçou ainda que retornará à Venezuela "antes do que se possa imaginar", a fim de mobilizar seus apoiadores para futuras eleições.
As falas de Machado foram contestadas pelo Departamento de Estado dos EUA, que afirmou que seu partido, Vente Venezuela, foi convidado a participar das negociações.
O governo americano também pontuou que a líder da oposição "tem todo o direito de entrar em seu país quando quiser".
Após permanecer em paradeiro desconhecido diante da permanência de Nicolás Maduro no poder nas eleições de 2024, Machado deixou a Venezuela em dezembro de 2025 para receber o Nobel da Paz na Noruega.
Apesar de Maduro ter sido capturado pelos EUA em janeiro deste ano, ela ainda não retornou para sua terra natal.