A intensificação do conflito no Iêmen já deslocou mais de 100 mil pessoas internamente e forçou milhares a fugirem para Djibuti, segundo a agência de refugiados da ONU (Acnur). As operações de ajuda humanitária enfrentam graves obstáculos devido à insegurança, danos estruturais e restrições de mobilidade. A crise se aprofundou com o avanço dos rebeldes houthis em direção ao estratégico Estreito de Bab el-Mandeb e novos ataques a cidades sauditas, que responderam com intensos bombardeios aéreos.
A agência da ONU para refugiados informou nesta terça-feira que mais de 100 mil pessoas foram deslocadas internamente devido ao recrudescimento do conflito no Iêmen e que milhares de outras fugiram por mar para Djibuti.
"O acesso humanitário continua sendo um grande desafio. A insegurança, as estradas danificadas, as interrupções nas telecomunicações e as restrições de circulação estão afetando as operações", afirmou o Acnur em comunicado.
Os houthis do Iêmen, alinhados com o Irã, intensificaram os ataques a cidades sauditas e à infraestrutura energética, ao mesmo tempo em que avançam ao longo da costa iemenita do Mar Vermelho em direção ao Estreito de Bab el-Mandeb, uma rota marítima estratégica. Em resposta à ofensiva houthi, as forças aéreas da Arábia Saudita e do Iêmen bombardearam alvos houthis.