A Rússia realizou nesta terça-feira (2) mais um ataque massivo contra a Ucrânia, deixando ao menos 21 mortos e dezenas de feridos pelo país. Devido à ofensiva, as autoridades ucranianas ordenaram a evacuação de mais de 7 mil civis de diversas cidades da região de Kharkiv, na fronteira entre os países.
De acordo com o mandatário de Kiev, Volodymyr Zelensky, Moscou atacou seus cidadãos com 656 drones e 73 mísseis de vários tipos.
"Se a Ucrânia não for protegida de bombardeios com mísseis balísticos e outros, essas hostilidades continuarão", afirmou Zelensky, reforçando que "a Europa precisa de sua própria defesa antimíssil" e da "ajuda dos Estados Unidos no fornecimento de mísseis Patriot".
O Kremlin não apenas confirmou a "operação especial" no país vizinho como destacou que os ataques continuarão até que Kiev decida optar pela paz.
"Sempre dissemos que preferimos alcançar nossos objetivos pacificamente, mas se o outro lado continuar se recusando a participar de negociações de paz genuínas, a operação militar especial continuará", declarou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, em uma conferência.
"A guerra pode terminar ainda hoje, basta que Zelensky ordene a retirada de suas tropas do território russo", acrescentou.
Segundo a imprensa ucraniana, o número de mortos nos ataques russos durante a madrugada tem crescido rapidamente, enquanto as equipes de resgate continuam a escavar os escombros.
Em Dnipro, onde um prédio de três andares foi atingido, os corpos de uma mulher e de um menino de 8 anos foram recuperados. A cidade contabilizou ao menos 15 vítimas, além de outras seis confirmadas em Kiev.