A China intensificou o monitoramento de um lago formado por um deslizamento no Tibete, perto da fronteira com o Nepal, para evitar o colapso da barreira natural e novas inundações. Com a previsão de chuvas fortes, centenas de especialistas foram mobilizados com drones e scanners 3D para estabilizar a área e prevenir mais tragédias a jusante, em um momento em que enchentes recentes no Nepal já deixaram mais de 330 mortos e centenas de desaparecidos.
As autoridades chinesas intensificaram o monitoramento de uma área a montante da passagem de fronteira de Gyirong, no condado homônimo, no Tibete, após um deslizamento de terra formar um lago represado por uma barreira natural próximo à fronteira com o Nepal.
O Ministério de Recursos Hídricos da China determinou o reforço do monitoramento e da previsão hidrológica na região de confluência dos rios Purepu Tsangpo e Chhochen, onde o lago se formou.
Para as autoridades, existe o risco de a barreira natural se romper ou de a água transbordar, provocando uma nova inundação nas áreas situadas a jusante.
Segundo a emissora estatal CCTV, as autoridades avaliam a possível evolução da barreira e o comportamento do fluxo de água em caso de colapso, com o objetivo de evitar "desastres secundários".
As condições meteorológicas estão complicando a situação. De acordo com a agência Xinhua, estão previstas chuvas moderadas a fortes em algumas áreas do condado de Gyirong até 29 de agosto, além de possíveis tempestades, rajadas intensas de vento e períodos de chuva torrencial.
Por isso, as autoridades também reforçaram o acompanhamento dos níveis de precipitação e dos cursos d'água.
A borda do fluxo de lama está localizada a cerca de 2,5 quilômetros do posto de fronteira de Gyirong, enquanto os depósitos de material chegam a quase 1,5 metro de espessura, dificultando as operações de resgate.
A estabilização da barreira natural foi definida como "prioridade máxima" pelas equipes de emergência, segundo a Xinhua.
A China Aneng, empresa estatal especializada em operações de resposta a emergências, mobilizou 310 socorristas e técnicos, além de 120 veículos e equipamentos, para atuar na região.
Uma equipe avançada deverá utilizar drones e scanners a laser 3D para analisar a composição das rochas, dimensionar a barreira e medir a velocidade do fluxo de água. As informações serão utilizadas para definir uma eventual intervenção e avaliar o risco para as áreas rio abaixo.
As inundações repentinas no Nepal provocaram a morte de ao menos 332 cidadãos, enquanto mais de 900 pessoas seguem desaparecidas.
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