China manda enviado especial ao Oriente Médio e manifesta preocupação

De acordo com chanceler, Pequim conduzirá esforços de mediação

4 mar 2026 - 12h47
(atualizado às 12h55)

O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, informou nesta quarta-feira (4) que enviará seu enviado especial para assuntos do Oriente Médio aos países da região para conduzir esforços de mediação.

O chanceler do gigante asiático também instou Israel a tomar medidas concretas para garantir a segurança do pessoal e das instituições chinesas, reiterando que Pequim se opõe a ofensivas militares contra Teerã por parte de Tel Aviv e dos Estados Unidos.

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A China, por meio da porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Mao Ning, também demonstrou preocupação com o fechamento do Estreito de Ormuz, principal rota marítima para o escoamento do petróleo do Oriente Médio, e das águas circundantes.

"São importantes vias internacionais para o comércio de bens e energia, e proteger a segurança e a estabilidade nessa região é do interesse comum da comunidade internacional. A China exorta todas as partes a cessarem imediatamente as operações militares, evitarem uma maior escalada das tensões, prevenirem novas turbulências e reduzirem os impactos na economia global", declarou a representante do governo chinês.

A agência de notícias americana Bloomberg apurou que Pequim está pressionando o Irã para que evite interromper o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, especialmente as exportações de energia do Catar, já que o conflito ameaça o abastecimento global.

"Os Estados Unidos lançaram novos ataques contra o Irã durante o processo de negociação, violando o direito internacional e as normas básicas das relações internacionais e provocando uma escalada repentina da situação no Oriente Médio.  A China está profundamente preocupada", acrescentou Mao.

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Já Pete Hegseth, secretário de Defesa dos Estados Unidos, declarou que a China e a Rússia "não são realmente um fator" no conflito de Washington contra os iranianos.

"Nosso problema não são eles, mas as ambições nucleares do Irã", afirmou o americano. .

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