A China definiu como "arbitrária" a operação dos Estados Unidos que apreendeu o navio petroleiro russo ligado à Venezuela, Marinera, conhecido anteriormente por Bella-1.
Trata-se de um "ato arbitrário que visa embarcações de outros países em alto-mar", além de ser "uma grave violação do direito internacional", afirmou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Mao Ning.
Ela observou que Pequim "tem frequentemente se oposto a sanções unilaterais que são ilegais, sem fundamento no direito internacional e não autorizadas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas".
A China se opõe a "qualquer ação que viole os propósitos e princípios da Carta da ONU" e que prejudique "a soberania e a segurança de outros países", concluiu Mao.
Ontem os EUA anunciaram a apreensão do petroleiro Bella-1, rebatizado de Marinera ao ter sua bandeira da Guiana trocada pela da Rússia, aliada do governo venezuelano, após uma perseguição de mais de duas semanas que contou com a participação da Marinha de Moscou, a qual tentou impedir o sequestro da embarcação.
Historicamente, o navio transportava petróleo venezuelano, mas, no momento da captura, estava vazio.
Washington comunicou ainda a apreensão de um segundo petroleiro no Mar do Caribe ligado à Venezuela, o M/T Sophia, este sim carregado com petróleo.