Chefe da ONU nomeia Arnault como enviado pessoal para a guerra no Oriente Médio

25 mar 2026 - 13h51

O secretário-geral da ONU, ‌António Guterres, nomeou nesta quarta-feira o veterano diplomata da ONU Jean Arnault como seu enviado pessoal para apoiar os esforços para acabar com o conflito no Oriente Médio, dizendo que o mundo está encarando a possibilidade de ⁠uma guerra mais ampla.

Guterres disse aos repórteres que esteve ‌em contato próximo com muitas pessoas na região e em todo o mundo e que várias iniciativas ‌de diálogo e paz estavam em ‌andamento.

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Ele disse que essas iniciativas precisam ser bem-sucedidas ⁠e alertou que o fechamento prolongado do Estreito de Ormuz estava sufocando o movimento de petróleo, gás e fertilizantes em um momento crítico da temporada global de plantio de alimentos.

"É hora de parar de subir a escada ‌da escalada -- e começar a subir a escada diplomática", ‌disse ele na ⁠ONU em Nova ⁠York.

Guterres disse que os mediadores da ONU ofereceram seus serviços e ⁠que Arnault faria "todo ‌o possível" para apoiar ‌os esforços de paz.

A ONU diz que Arnault tem mais de 30 anos de experiência em diplomacia internacional com foco em acordos de paz e mediação, ⁠com experiência em missões da ONU na África, Ásia, Europa e América Latina.

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Sua missão mais recente foi em 2021 como enviado pessoal de Guterres para o Afeganistão e questões regionais.

A ‌interrupção dos carregamentos de fertilizantes e a alta dos preços da energia estão ameaçando desencadear um novo aumento nos ⁠preços dos alimentos em nações vulneráveis, arriscando um retrocesso de anos, justamente quando muitos estavam se recuperando de sucessivos choques globais, alertam a ONU e outros especialistas.

Uma análise divulgada pelo Programa Mundial de Alimentos da ONU na semana passada alertou que dezenas de milhões de pessoas enfrentarão fome aguda se a guerra do Irã continuar até junho.

Guterres disse que os países do Golfo são importantes fornecedores de matérias-primas para fertilizantes de nitrogênio, cruciais para os países em desenvolvimento.

"Sem fertilizantes hoje, podemos ter fome amanhã", disse ele.

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