Chefe da diplomacia do Vaticano discute 'temas internacionais' com assessor de Putin

Paul Richard Gallagher encerrará visita à Rússia nesta sexta-feira (28)

27 ago 2026 - 10h23
Resumo
Em Moscou, o chefe da diplomacia do Vaticano, Paul Richard Gallagher, reuniu-se com autoridades russas, incluindo o chanceler Sergey Lavrov e o assessor Yuri Ushakov. A missão busca abrir canais de diálogo sobre a guerra na Ucrânia, defender o fim do conflito e tratar de temas globais. A visita também visa preparar uma nova ida do enviado papal, Matteo Zuppi, à Rússia, onde tentativas anteriores de mediação política foram limitadas pelo Kremlin apenas a questões humanitárias.

O secretário para as Relações com os Estados do Vaticano, monsenhor Paul Richard Gallagher, reuniu-se nesta quinta-feira (27), em Moscou, com Yuri Ushakov, assessor de política externa do Kremlin.

    A informação foi divulgada pela Secretaria de Estado da Santa Sé nas redes sociais. Segundo o Vaticano, os dois discutiram "temas de interesse internacional atual".

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    A reunião faz parte da missão de Gallagher à Rússia, que termina nesta sexta-feira (28) e tem como objetivo preparar possíveis novos canais de diálogo sobre a guerra na Ucrânia.

    Na última terça-feira (25), o religioso já havia se reunido com o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, em seu primeiro compromisso oficial no país. Na ocasião, Gallagher defendeu o fim do conflito, que já dura quatro anos e meio.

    Após o encontro, o chefe da diplomacia vaticana classificou a conversa como "franca e construtiva". Além da guerra na Ucrânia, os dois trataram das relações bilaterais e da situação em outras regiões do mundo, incluindo o Oriente Médio.

    A missão de Gallagher também busca preparar o terreno para uma eventual nova visita a Moscou do cardeal Matteo Zuppi, presidente da Conferência Episcopal Italiana (CEI) e interlocutor do papa Leão XIV nas discussões sobre a guerra na Ucrânia.

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    Zuppi já esteve em Moscou duas vezes, em 2023 e 2024. Nas duas ocasiões, porém, o governo de Vladimir Putin se recusou a discutir os aspectos políticos do conflito, restringindo as conversas principalmente a questões humanitárias. .

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