O chanceler italiano, Antonio Tajani, declarou não acreditar em um ataque militar da Rússia contra a Otan, afirmando que tal agressão resultaria na derrota de Moscou e pedindo que se evite o pânico. Apesar de descartar um confronto bélico direto, Tajani alertou que as ações russas não devem ser subestimadas, destacando a necessidade de vigilância constante contra as frequentes ofensivas cibernéticas, que vêm sendo repelidas diariamente pelo Ocidente.
O vice-premiê e ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, afirmou não acreditar na possibilidade de um ataque da Rússia contra a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
Em declarações concedidas em Fasano, à margem de uma reunião política do partido Força Itália, o chanceler alertou, porém, que as ações de Moscou não podem ser subestimadas, especialmente no campo cibernético.
"Não acredito que a Rússia realizará ataques contra a Otan. No entanto, as ações de Moscou não devem ser subestimadas, como as ofensivas cibernéticas. Nós somos organizados, estamos reagindo e as repelimos diariamente", afirmou Tajani.
O italiano acrescentou que não vê necessidade de um "alarme excessivo" em relação ao tema.
"Sempre me oponho à criação de um clima de agitação ou medo. Um ataque da Rússia contra o Ocidente resultaria na derrota da própria Rússia. Portanto, não acredito que Putin cometeria tal erro", declarou.
Os comentários de Tajani foram feitos poucos dias depois de o diretor da CIA, John Ratcliffe, ter supostamente pedido aos russos que não ataquem nenhum país da aliança militar, segundo o The Wall Street Journal. O Kremlin, por sua vez, negou qualquer intenção de realizar ofensivas contra a Otan. .