Chanceler do Irã pressiona europeus contra uso de bases pelos EUA

30 jul 2026 - 16h45

O ministro das Relações Exteriores ‌do Irã, Abbas Araqchi, instou a Bulgária a reconsiderar sua decisão de permitir o destacamento temporário de aeronaves militares dos Estados Unidos na base aérea de Bezmer, informou a mídia estatal iraniana nesta quinta-feira.

Durante uma ligação telefônica com sua ⁠homóloga búlgara, Velislava Petrova-Chamova, Araqchi disse que a aprovação do ‌pedido dos EUA de estacionar aeronaves militares na base para apoiar operações militares equivale a facilitar uma agressão ‌ao Irã, acrescentando que a medida ‌é inaceitável e contrária às relações tradicionalmente amigáveis entre ⁠os dois países.

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O Irã tem alertado repetidamente os países que permitem o uso de seu território para operações militares dos EUA que poderão "enfrentar consequências".

Araqchi manteve uma conversa telefônica separada com o ministro das Relações Exteriores de Chipre, Constantinos Kombos, ‌durante a qual enfatizou a importância de impedir que bases ‌militares estrangeiras em ⁠Chipre sejam utilizadas ⁠contra o Irã.

Na semana passada, o Parlamento da Bulgária aprovou a ⁠implantação temporária de até ‌oito aeronaves-tanque KC-135 dos ‌EUA e de até 250 militares na base aérea de Bezmer, apesar das objeções iranianas. Sofia afirmou que nenhuma arma ofensiva seria implantada e que a medida não ⁠tornava a Bulgária parte das operações militares.

O Chipre abriga duas bases militares soberanas britânicas, incluindo a RAF Akrotiri, atingida por um drone iraniano no início de março, poucos dias depois de Israel ‌e os EUA iniciarem os ataques contra o Irã.

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O Reino Unido concordou, logo no início da guerra, com um pedido ⁠dos EUA de utilização de bases britânicas em ataques defensivos contra mísseis iranianos armazenados em depósitos ou lançadores. Posteriormente, o Reino Unido esclareceu que a RAF Akrotiri não estaria envolvida no acordo defensivo com os Estados Unidos para o uso de bases do Reino Unido.

O acordo de defesa mais amplo foi mantido pelo novo primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, em julho, levando a Guarda Revolucionária do Irã a alertar os britânicos contra a facilitação de operações militares dos EUA contra o Irã.

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