Fundador do Telegram reage a mandado de prisão e diz ter rejeitado censura russa

Moscou incluiu Pavel Durov na lista de indivíduos extremistas ou terroristas

30 jul 2026 - 15h49
(atualizado às 16h06)

O fundador e CEO do Telegram, Pavel Durov, afirmou nesta quinta-feira (30) que a Rússia o classificou como "terrorista" por ele ter rejeitado seus pedidos de vigilância em massa e censura na plataforma de mensagens.

Pavel Durov vive fora da Rússia desde 2014
Pavel Durov vive fora da Rússia desde 2014
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

A declaração foi publicada por Durov em seu canal no Telegram, após as autoridades russas emitirem um mandado de prisão internacional contra o empresário sob a acusação de "facilitar atividades terroristas".

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"A Rússia me classificou como 'terrorista' por recusar suas exigências de vigilância em massa e censura no Telegram", afirmou ele, acrescentando que a legislação russa também o proíbe de "publicar informações na internet".

Durov enfatizou ainda que "as autoridades russas estão evidentemente confusas sobre quem pode banir quem do acesso à Internet". O bilionário russo vive fora do país desde 2014.

Hoje, o Serviço Federal de Monitoramento Financeiro da Rússia (Rosfinmonitoring) incluiu Durov na lista de indivíduos e organizações extremistas ou terroristas - uma medida que implica o congelamento de seus fundos no país.

A decisão foi tomada após o Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB) informar que o fundador do Telegram havia sido colocado na lista de procurados.

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Durov, que criou o aplicativo em 2013 e posteriormente adquiriu cidadanias francesa e dos Emirados Árabes Unidos, é acusado pelas autoridades russas de não remover da plataforma canais e chatbots que, segundo Moscou, seriam utilizados por serviços de inteligência ucranianos e organizações classificadas como terroristas ou extremistas para planejar atos de sabotagem.

Entre os casos citados pelos investigadores russos está o serviço de namoro "Leonardo Dayvinchik". As autoridades alegam que agentes ucranianos teriam usado a plataforma para, passando-se por mulheres, entrar em contato com jovens russos e incentivá-los a cometer atos de sabotagem ou terrorismo. 

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