Cesare Battisti, o ex-terrorista condenado à prisão perpétua na Itália por quatro homicídios cometidos na década de 1970, pediu autorização para ver seu filho menor de idade fora da cadeia onde cumpre pena, em Massa, na Toscana.
Inicialmente, o juiz de vigilância penal rejeitou a solicitação, alegando risco de fuga, porém os advogados de Battisti, Davide Steccanella e Marina Prosperi, entraram com um recurso, que será analisado por um tribunal de Gênova em 16 de julho.
"Acho isso desconcertante e incompreensível. Ele é um homem de mais de 70 anos que trouxe sua família do Brasil para cá, e eu gostaria de saber que possibilidade ele tem de escapar? Qual é o perigo, visto que os últimos incidentes envolvendo-o datam de 1979? É um ato de extrema falta de civilidade", declarou Steccanella.
Battisti deseja uma permissão de duas horas para conseguir ver seu filho de 12 anos fora da cadeia. "Apenas algumas horas, o suficiente para devolver a um menino a esperança de poder dizer 'Eu também tenho um pai e hoje estou levando-o para a escola como todo mundo'", escreveu o condenado em um apelo à Justiça.
O italiano foi condenado por envolvimento no planejamento de dois homicídios, contra o joalheiro Pierluigi Torregiani e o açougueiro Lino Sabbadin, e por ser o executor material de outros dois assassinatos, contra os policiais Antonio Santoro e Andrea Campagna, ambos em 1978.
O ex-terrorista só confessou os crimes em 2019, após ter sido extraditado da Bolívia para a Itália. Antes disso, sempre havia se declarado inocente, inclusive durante o longo período em que viveu no Brasil. .