As buscas pela brasileira Gabriella Querino, de 26 anos, chegaram ao terceiro dia na Lagoa de Veneza após o barco em que ela estava colidir com um táxi aquático no último sábado. O marido dela, o pescador Sean Michieli, morreu no acidente. Equipes de resgate enfrentam dificuldades devido às águas turvas e à falta de visibilidade no local. O Ministério Público abriu inquérito por homicídio náutico para apurar a colisão, cuja investigação é dificultada pela ausência de câmeras e testemunhas.
As buscas por Gabriella Querino, brasileira de 26 anos que está desaparecida na Lagoa de Veneza desde a manhã de sábado (12), foram retomadas nesta segunda-feira (14) e devem prosseguir até o anoitecer.
A mulher estava em um barco que colidiu com um táxi aquático perto da ilha de Tessera, no movimentado canal que leva ao Aeroporto Marco Polo. O marido dela, o pescador Sean Michieli, 25, não resistiu aos ferimentos e teve a morte confirmada no domingo (13).
Os dois estavam casados havia apenas três meses e viviam em Burano, famosa ilha de pescadores na Lagoa de Veneza e conhecida por suas construções coloridas. Segundo o portal G1, Gabriella se mudou para a Itália há cerca de dois anos e planejava trabalhar junto com o marido.
As operações de busca mobilizam mergulhadores do Corpo de Bombeiros, auxiliados por uma embarcação equipada com sonar, trazida de Pádua, e por um helicóptero.
As águas da laguna são turvas, o que dificulta a orientação mesmo a poucos metros de profundidade. No ano passado, as buscas por um pescador desaparecido perto de uma saída para o Mar Adriático duraram várias semanas.
"É uma tragédia que nos atinge profundamente e que torna ainda mais angustiante a espera por notícias de Gabriella. Não perdemos a esperança e continuamos confiando no trabalho incessante daqueles que a procuram", afirmou o prefeito de Veneza, Simone Venturini, que também lamentou o falecimento do marido da brasileira.
"A morte de Sean nos deixa consternados e entristece profundamente toda a nossa comunidade. Ele era um rapaz trabalhador, criado com um vínculo profundo com a nossa lagoa e que todos os dias acordava de madrugada para levar adiante um trabalho pelo qual era apaixonado. Uma paixão compartilhada com sua jovem esposa", salientou.
O Ministério Público de Veneza abriu inquérito por suspeita de homicídio náutico, porém reconstruir a dinâmica da colisão é difícil, já que a única testemunha é o motorista do táxi aquático. Antes do amanhecer, no escuro e com neblina, ninguém mais viu o que aconteceu, e não há câmeras na área.