A China passou a aplicar uma tarifa adicional de 55% sobre a carne bovina brasileira após o país esgotar sua cota de exportação sem sobretaxa, de 1,106 milhão de toneladas prevista para 2026. Somada à taxa aduaneira de 12%, a medida visa proteger o mercado interno chinês diante do limite atingido em 29 de setembro. A cota subirá para 1,128 milhão de toneladas em 2027, impactando diretamente o Brasil, que tem no gigante asiático o seu principal comprador mundial do produto.
A China começou a aplicar nesta quinta-feira (1º) uma tarifa adicional de 55% sobre as importações de carne bovina do Brasil, após o país sul-americano esgotar a cota de vendas sem sobretaxa prevista para 2026.
Segundo o Ministério do Comércio de Pequim, as importações brasileiras dentro do contingente de salvaguarda atingiram 100% do volume autorizado em 29 de setembro.
O percentual de 55% se soma à alíquota aduaneira de 12% já incidente sobre a carne bovina do Brasil, no âmbito de um pacote de medidas da China para proteger o mercado interno.
Em 2026, a cota de vendas para o gigante asiático sem sobretaxa foi de 1,106 milhão de toneladas, cifra que subirá para 1,128 milhão em 2027.
A China é o maior comprador mundial de carne bovina brasileira.