Bloqueio de internet no Irã pode durar mais duas semanas, diz mídia

Em meio à repressão aos protestos, funeral com 300 corpos será realizado em Teerã

14 jan 2026 - 10h23
(atualizado às 11h35)

A internet no Irã deve permanecer desconectada por mais uma ou duas semanas, informou a agência de notícias estatal iraniana Fars, citada pela CNN, nesta quarta-feira (14).

O bloqueio nacional, que entrou em seu sexto dia, foi imposto pelo regime para conter os protestos antigovernamentais em massa, embora alguns usuários de telefones fixos e celulares tenham conseguido fazer ligações internacionais pela primeira vez na última terça (13).

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A iniciativa teve início no dia 8 de janeiro, deixando o país praticamente isolado do restante do mundo nos dias seguintes.

Até mesmo os terminais de internet via satélite Starlink, da SpaceX, utilizados pelos iranianos para contornar as restrições, foram bloqueados com o que especialistas classificam como tecnologia de nível militar.

Em paralelo, uma análise do Critical Threats Project (CTP), think tank dos EUA, indicou que os protestos no país persa parecem ter diminuído após dias de agitação.

Ontem, foram registrados apenas sete protestos em seis províncias, uma queda significativa em relação aos 156 protestos documentados na quinta passada em 27 das 31 províncias do país.

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O Irã enfrenta uma onda de protestos contra o governo desde o fim de dezembro, motivados pela insatisfação popular com a situação econômica e pela forte desvalorização da moeda.

As manifestações, no entanto, foram duramente reprimidas pelas forças de segurança, resultando em centenas de mortes e na prisão de milhares de civis.

Segundo a televisão estatal iraniana, um funeral coletivo será realizado hoje com 300 corpos de membros das forças de segurança e civis. A cerimônia ocorrerá na Universidade de Teerã sob forte esquema de segurança. 

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