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Biden declara "apoio completo" a Suécia e Finlândia

Presidente americano afirmou que ambas as nações "cumprem todos os requisitos" para entrar na Otan e tornar a aliança militar "mais forte"

19 mai 2022 21h16
| atualizado às 22h16
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Biden (centro), se reuniu com o presidente finlandês, Sauli Niinistö, e com a primeira-ministra sueca, Magdalena Andersson
Biden (centro), se reuniu com o presidente finlandês, Sauli Niinistö, e com a primeira-ministra sueca, Magdalena Andersson
Foto: DW / Deutsche Welle

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, manifestou nesta quinta-feira (19/05) "categórico apoio" aos pedidos de Finlândia e Suécia para ingressarem na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), uma decisão motivada pela invasão da Ucrânia pela Rússia e que encerra décadas de não alinhamento militar dos dois países nórdicos.  

Depois de se reunir na Casa Branca com o presidente finlandês, Sauli Niinistö, e com a primeira-ministra sueca, Magdalena Andersson, o chefe de Estado americano garantiu que as solicitações têm o "apoio completo, total e íntegro dos Estados Unidos" e que os dois países cumprem todos os requisitos para entrar na aliança militar.

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"A Finlândia e a Suécia tornarão a Otan mais forte", disse Biden. "São democracias fortes, e uma Otan forte e unida é a base da segurança dos Estados Unidos", afirmou.

Biden disse que seu governo está enviando documentos ao Congresso americano para uma aprovação rápida, por parte dos EUA, do pedido de adesão. O líder da minoria republicana do Senado, Mitch McConnell, se disse confiante de que a adesão da Finlândia e da Suécia seria aprovada - são necessários dois terços dos votos. O processo deve ser concluído em agosto.

"Ter dois novos membros da Otan no alto norte aumentará a segurança de nossa aliança e aprofundará nossa cooperação de segurança em todos os níveis", afirmou Biden, que logo após o encontro embarcou em viagem para a Coreia do Sul e o Japão.

Oposição da Turquia

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Para que um novo participante seja aceito na Aliança Atlântica, todos os 30 membros precisam dar o seu aval. No entanto, a Turquia expressou forte oposição à adesão dos dois países nórdicos, acusando-os de abrigarem grupos terroristas, incluindo militantes curdos considerados ilegais por Ancara, União Europeia e Estados Unidos. Nos últimos cinco anos, a Suécia e a Finlândia não autorizaram 33 pedidos de extradição feitos pela Turquia, disseram fontes do Ministério da Justiça turco à agência oficial de notícias Anadolu.

Na Casa Branca, o presidente finlandês disse que seu país está aberto a discutir todas as preocupações da Turquia e prometeu "comprometer-se com a segurança da Turquia, assim como a Turquia se comprometerá com nossa segurança" como aliado da Otan. "Nós levamos o terrorismo a sério", ressaltou Niinistö.

Já Andersson afirmou que a situação na Ucrânia "lembra os dias mais sombrios da história europeia". "Durante tempos sombrios, é ótimo estar entre amigos íntimos", completou.

Conversas entre Suécia, Finlândia e Turquia ocorrem para tratar das preocupações de Ancara, com os Estados Unidos envolvidos nos esforços por uma resolução rápida.

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O conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, Jake Sullivan, disse a repórteres na quarta-feira que os EUA estavam confiantes de que as preocupações da Turquia poderiam ser resolvidas.

Apoio dos cidadãos

A Finlândia e a Rússia compartilham diretamente 1,3 mil quilômetros de fronteira. Por isso, a entrada da Finlândia na aliança mais que dobraria a fronteira terrestre entre países-membros da Otan e a Rússia.

Na Finlândia, o apoio da população à adesão do país à Otan saltou de 20% antes da guerra na Ucrânia para quase 80%. Na Suécia, o aval popular passou de 48% no fim de abril para 57%, segundo uma pesquisa do jornal Dagens Nyheter.

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A admissão dos dois Estados nórdicos - que, apesar de seu não alinhamento militar já mantinham relações estreitas com a Otan - significaria a expansão mais significativa da aliança em quase duas décadas.

A Otan foi fundada em 4 de abril de 1949 por 12 países, que incluíam EUA, Canadá, Reino Unido, França e outras oito nações europeias, durante o contexto da Guerra Fria.

Após o colapso da União Soviética, vários países do antigo Pacto de Varsóvia se tornaram membros da Otan. Hungria, Polônia e República Checa aderiram em 1999. Cinco anos mais tarde, em 2004, a Otan aceitou a adesão do chamado Grupo de Vilnius, formado por Bulgária, Estônia, Letônia, Lituânia, Romênia, Eslováquia e Eslovênia. A Albânia e a Croácia aderiram em 2009.

As adesões mais recentes foram Montenegro, em 2017, e Macedônia do Norte, em 2020, elevando o número total de países-membros para 30. Bósnia e Herzegovina, Geórgia e Ucrânia são classificados como "membros aspirantes".

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