O Banque Misr, do Egito, analisa uma notificação dos EUA que proíbe suas agências nos Emirados Árabes Unidos de transacionar em dólares devido a relações com o Irã. Como reflexo da pressão econômica de Washington, o Banco Central dos Emirados Árabes Unidos iniciou uma investigação urgente e detalhada sobre a instituição egípcia para resguardar a reputação de seu sistema financeiro. Por sua vez, o banco informou que suas filiais continuam prestando serviços normalmente dentro das regras locais.
O Banque Misr, do Egito, informou neste sábado que estava analisando uma notificação do Tesouro dos Estados Unidos para impedir que suas agências nos Emirados Árabes Unidos realizassem transações em dólares devido às suas relações comerciais com o Irã, enquanto o banco central dos Emirados Árabes Unidos afirmou ter iniciado uma investigação urgente sobre as agências na sequência da medida tomada pelos EUA.
A imposição de sanções relacionadas ao Irã a um banco egípcio pelos EUA faz parte da campanha do secretário do Tesouro, Scott Bessent, para aumentar a pressão econômica na tentativa de romper o impasse seis meses após o início da guerra de Washington contra o Irã.
O Banque Misr informou que sua agência nos Emirados Árabes Unidos continua prestando serviços bancários aos seus clientes, de acordo com as regras e procedimentos aplicáveis.
O banco central dos Emirados Árabes Unidos informou, ainda neste sábado, que havia decidido realizar uma "inspeção especial e urgente" nas agências do Banque Misr no país, incluindo "uma análise forense/aprofundada abrangendo o período referido no comunicado emitido pelas autoridades norte-americanas".
"O banco central espera que os bancos licenciados nos Emirados Árabes Unidos não exponham o sistema financeiro do país a riscos de reputação, respeitem as leis e regulamentações dos países cujas instituições financeiras são utilizadas na realização de transações e não façam uso indevido da avançada infraestrutura financeira dos Emirados Árabes Unidos", acrescentou em comunicado.