O avião militar que caiu na Colômbia na tarde desta segunda-feira, 23, voou menos de dois quilômetros antes do acidente, tendo caido logo após a decolagem. É o que afirma o ministro da Defesa colombiano, Pedro Arnulfo Sánchez. Até o momento, o que se sabe é que a aeronave contava com 114 passageiros e 11 tripulantes -- e, conforme informações preliminares, 48 dessas pessoas ficaram feridas e foram resgatadas. Detalhes sobre vítimas fatais ainda não foram divulgados.
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"A aeronave estava em condições de aeronavegabilidade e a tripulação era devidamente qualificada. Várias pessoas feridas foram evacuadas. Assim que a lista completa dessas pessoas e das vítimas fatais for confirmada, um relatório será divulgado", complementou o ministro, em publicação em seu perfil no X na tarde desta segunda.
Além disso, ele pontua que não há indícios de que a queda foi causada por ataque de agentes ilegais. "Como resultado do disparo da aeronave, parte da munição transportada pelas tropas detonou, o que corresponde ao que se ouve em alguns vídeos que circulam nas redes sociais", complementou.
O ministro foi um dos primeiros a confirmar o acidente no início da tarde: "É com profundo pesar que informo que uma aeronave Hércules nossa @FuerzaAereaCol sofreu um trágico acidente ao decolar de Puerto Leguízamo, enquanto transportava tropas de nossa Força Pública".
Na ocasião, Arnulfo disse, ainda, que todos os protocolos de assistência às vítimas e seus familiares foram ativados. "Expresso as minhas mais sinceras condolências às famílias dos afetados e, em respeito ao seu luto, peço a todos que evitem especulações até que haja informações oficiais disponíveis. Este é um evento profundamente doloroso para o país. Que nossas orações acompanhem e aliviem, de alguma forma, essa dor", finalizou.
O que aconteceu?
Mais cedo, o general Carlos Silva, comandante da Força Aeroespacial Colombiana divulgou que o aciente aconteceu às 9h50 (11h50, no horário de Brasília) em Puerto Leguizamo, Putumayo, local na região amazônica do sul da Colômbia, fronteira com o Peru. O avião era um C-130 Hércules, que transportava soldados do exército nacional.
"Enviamos uma equipe de investigação para começar a determinar as causas deste acidente. Neste momento, não temos detalhes, exceto que a aeronave apresentou algum tipo de problema logo após a decolagem e caiu a aproximadamente alguns quilômetros do aeroporto", complementou o comandante, em vídeo publicado nesta tarde.
Declaraciones del señor General Carlos Fernando Silva Rueda, Comandante de la @FuerzaAereaCol , sobre el accidente de la aeronave C-130 Hércules de hoy 23 de marzo del 2026 en Puerto Leguízamo Putumayo. pic.twitter.com/P48VyDS0oV
— Fuerza Aeroespacial Colombiana (@FuerzaAereaCol) March 23, 2026
O modelo envolvido no acidente é uma das aeronaves militares de transporte mais utilizadas no mundo. Quadrimotor e turboélice, o avião foi projetado para transportar tropas e cargas, com a vantagem de conseguir pousar e decolar em pistas curtas ou improvisadas, o que o torna estratégico em diferentes tipos de operação.
Além do transporte militar, o C-130 desempenha diversas funções, como lançamento de paraquedistas, missões de resgate, evacuação médica, combate a incêndios e até reabastecimento aéreo. Sua versatilidade faz com que seja utilizado tanto em operações de guerra quanto em ações humanitárias e de apoio civil.
Criado nos Estados Unidos na década de 1950, o Hercules acumula mais de seis décadas de uso e um histórico de confiabilidade. O primeiro protótipo voou em 1954, e desde então mais de duas mil unidades foram produzidas, sendo adotadas por mais de 50 países ao redor do mundo.
No Brasil, o modelo também teve papel relevante por décadas na Força Aérea Brasileira (FAB), sendo empregado em missões como transporte de tropas, apoio à Antártida e operações de busca e salvamento. Após cerca de 60 anos de operação, o C-130 foi aposentado pela FAB em 2023, sendo substituído por aeronaves mais modernas.