Autópsia aponta falta de oxigênio como causa da morte de italianos nas Maldivas

Tragédia durante mergulho em caverna no Atol de Vaavu deixou cinco vítimas em maio

5 out 2026 - 10h48
(atualizado às 11h20)
Resumo
A autópsia de cinco italianos mortos em 14 de maio durante mergulho nas Maldivas revelou que a causa do óbito foi anóxia, após o oxigênio de seus cilindros se esgotar em uma caverna no Atol de Vaavu, descartando ataques de tubarão e gases. Enquanto a Promotoria de Roma investiga a dinâmica do acidente e a hipótese de homicídio analisando os equipamentos, autoridades locais apuram possíveis violações às regras do país, como o limite de 30 metros de profundidade e licenças científicas.

A falta de oxigênio foi apontada como a causa da morte dos cinco italianos que morreram em 14 de maio durante um mergulho nas águas de uma caverna no Atol de Vaavu, nas Maldivas.

Italianos faleceram por anóxia em maio deste ano
Italianos faleceram por anóxia em maio deste ano
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

A conclusão foi divulgada neste domingo (4) e consta nos resultados das autópsias realizadas por especialistas nomeados pelo Ministério Público de Busto Arsizio, sob determinação da Promotoria de Roma.

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Segundo o jornal italiano "Corriere della Sera", os exames descartaram, até o momento, as hipóteses de ataque de tubarão ou exposição a gases. As vítimas morreram por anóxia, condição provocada pela ausência ou insuficiência de oxigênio.

De acordo com os resultados, o oxigênio disponível nos cilindros de mergulho havia acabado. Morreram no acidente Monica Monfalcone, professora da Universidade de Gênova; sua filha, Giorgia Sommacal; a pesquisadora Muriel Oddenino; o recém-formado Federico Gualtieri; e o capitão da embarcação, Gianluca Benedetti.

As autópsias foram realizadas nos dias 25 e 26 de maio, em Gallarate, depois que os corpos foram transferidos das Maldivas para a Itália, em um voo que aterrissou no Aeroporto de Milão-Malpensa.

Apesar dos resultados, a investigação ainda não foi concluída. O Ministério Público de Roma, responsável pelo inquérito que apura a possibilidade de homicídio, deverá cruzar os dados das autópsias com as análises dos equipamentos utilizados, incluindo câmeras e computadores de mergulho.

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As conclusões definitivas ficarão a cargo de Luciano Ditri, especialista em medicina esportiva e de mergulho, que trabalha em conjunto com o médico-legista Luca Tajana e a toxicologista Cristina Stramesi, da Universidade de Pavia.

A análise dos equipamentos deverá ajudar os investigadores a reconstruir a dinâmica do acidente e esclarecer as circunstâncias que levaram ao esgotamento do oxigênio e à morte dos cinco mergulhadores.

Os italianos, que estavam a bordo de um barco para fazer um mergulho em Atol de Vaavu, foram encontrados mortos no dia 14 de maio, mas a recuperação dos corpos só foi possível nos dias seguintes.

As autoridades Maldivas abriram uma investigação para apurar se o acidente fatal envolvendo a embarcação violou normas referentes ao limite máximo de profundidade de 30 metros e aos requisitos para licenças científicas.

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O mergulho recreativo em profundidades superiores a 30 metros é proibido no arquipélago. Existem exceções para mergulho comercial ou expedições científicas, mas essas atividades exigem licenças e autorizações específicas.  

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